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Cerca de 266 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 15h00

Maioria dos clientes, cerca de 209 mil, localiza-se no distrito de Leiria.

30 de janeiro de 2026 às 16:39

Cerca de 266 mil clientes da E-Redes continuavam esta sexta-feira às 15h00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, a maioria dos clientes ainda sem energia elétrica localiza-se no distrito de Leiria, cerca de 209 mil, seguindo-se Santarém e Portalegre, com cerca de 17 mil cada, Coimbra com 12 mil e Castelo Branco com 10 mil.

"Os trabalhos de reparação da E-Redes estão concentrados na reposição da rede de alta e média tensão, na zona centro do país. Nesta altura, estão mobilizadas todas as equipas, com 1.200 operacionais no terreno. Os efeitos mais agressivos desta depressão foram sentidos nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Portalegre", indica a empresa.

A E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade, refere que estão mobilizados todos os meios disponíveis, incluindo três centrais móveis, cerca de 250 geradores, drones e helicópteros.

"É neste momento prioritário, repor a rede de alta tensão com 680 km danificados no distrito de Leiria e energizar as três subestações que ainda estão sem alimentação e reparar os 46 postes partidos neste nível de tensão", sublinha a empresa.

Posteriormente, a empresa irá intervir na rede de média tensão, com cerca de 600 postes danificados ou destruídos, correspondendo a aproximadamente 3.750 quilómetros de rede, bem como a resolução progressiva de avarias na baixa tensão.

"A colocação de geradores em apoio de hospitais e outros serviços fundamentais para a vida dos cidadãos (água, telecomunicações, proteção civil e autoridades) é também uma prioridade, assim como a colocação de geradores em todas as sedes de concelho onde ainda não se conseguiu fazer a reposição da energia", acrescenta a nota.

A E-Redes ressalva que os impactos da depressão Kristin "não têm paralelo" com outros fenómenos recentes em Portugal continental, admitindo constrangimentos à rápida reposição do serviço, devido às dificuldades de mobilidade e à instabilidade das condições meteorológicas.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 0h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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