Drones e cem trabalhadores voluntários de empresa mapeiam estragos em Leiria
Empresa Tekever disponibilizou uma 'task force' para "apoiar a avaliação da situação no terreno e a resposta à população afetada".
A empresa Tekever está a fazer o mapeamento dos danos causado pela tempestade em Leiria, através de drones e uma equipa de 100 voluntários que se disponibilizaram para apoiar o concelho afetado pela depressão Kristin.
A Tekever confirmou, esta segunda-feira, à agência Lusa estar a colaborar com a Câmara Municipal de Leiria e com as autoridades competentes "no âmbito da resposta aos estragos causados pela depressão Kristin, através da operação de drones e mapeamento de estragos para apoio ao levantamento técnico de danos no concelho".
A empresa, com sede nas Caldas da Rainha (distrito de Leiria), e um 'hub' em Leiria, "disponibilizou de imediato uma 'task force' com mais de 100 colaboradores voluntários, em articulação com as autoridades, para apoiar a avaliação da situação no terreno e a resposta à população afetada".
Numa resposta escrita à agência Lusa, a Tekever, explicou que "a informação recolhida será tratada e analisada através do sistema ATLAS", desenvolvido por esta empresa.
Na prática trata-se de "uma plataforma avançada de inteligência operacional que permite o processamento de dados em tempo real, cruzando informação proveniente de múltiplas fontes e apoiando decisões rápidas e fundamentadas".
A empresa esclareceu ainda que o uso das imagens "tem como objetivo exclusivo apoiar as entidades competentes", designadamente através do mapeamento dos danos causados pela tempestade, apoiando "a tomada de decisão das autoridades", a priorização das intervenções no terreno e podendo "acelerar a fase de recuperação e reconstrução"
A empresa garantiu ainda que "toda a informação e imagens recolhidas no âmbito destas operações são utilizadas apenas para fins técnicos e operacionais e para tratamento exclusivo das autoridades competentes".
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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