Leitão Amaro apaga vídeo de autopromoção em que aparece a 'gerir' a crise do mau tempo

Ministro da Presidência foi criticado pelo timing da publicação, acabando por retirá-la das redes sociais.

30 de janeiro de 2026 às 14:51
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O ministro da Presidência não resistiu às críticas e apagou, esta sexta-feira, o vídeo de autopromoção que publicou na noite de quinta, onde aparecia a 'gerir' a crise do mau tempo provocadqa pela depressão Kristin.

No vídeo, com edição profissional e marca de água própria, António Leitão Amaro surgia em vários contextos de aparente trabalho, com as mangas arregaçadas, a fazer telefonemas e a roer as unhas, num gabinete rodeado de assessores e papéis.

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O vídeo, publicado nas redes sociais do ministro, fazia-se acompanhar da legenda: "Em situações de emergência, cada decisão conta — e o planeamento faz a diferença", num aparente ato de promoção do trabalho do executivo no acompanhamento das operações durante o fenómeno de mau tempo que o país viveu, e cuja extensão dos danos continua a não ser conhecida.

A verdade é que o timing e a natureza da publicação não caiu bem, com várias críticas nas plataformas digitais dirigidas ao ministro e ao Governo, num contexto em que o executivo está a ser questionado pela aparente demora em acionar a situação de calamidade nos municípios mais afetados.

Horas depois da publicação original, esta manhã já não era possível encontrar o vídeo nas redes do ministro. Cópias do mesmo, no entanto, continuam a ser repartilhadas e criticadas por internautas nas redes sociais.

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Ministro justifica publicação apagada: "foi entendido de uma forma que não era a pretendida"

Ao início da tarde, numa visita ao Hospital da Figueira da Foz, Leitão Amaro foi questionado acerca do polémico vídeo. O governante ofereceu uma explicação, dando a entender que este foi divulgado sem o seu consentimento:  afirmando que "quando vi a publicação, entendi que não devia lá estar".

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Instado a explicar os motivos que levaram ao apagar do vídeo, reconheceu que este "foi entendido de uma forma que não era a pretendida", e que "não teve o objetivo desejado", razão pela qual foi retirado.  

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