Ministério da Agricultura disponibiliza plataforma para sinalizar prejuízos

José Manuel Fernandes afirma que existiram "danos brutais" no setor.

30 de janeiro de 2026 às 16:06
Ministro esteve em Castelo Branco a averiguar os prejuízos Foto: Manuel de Almeida / Lusa
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O ministro da Agricultura disse hoje que está aberta uma plataforma para as pessoas sinalizarem os prejuízos do mau tempo, adiantando que o Governo está em contacto com Bruxelas para ver a possibilidade de acionar o Fundo de Solidariedade.

"Depois de verificarmos os estragos brutais que existiram, o ministério [Agricultura e Mar] disponibilizou desde ontem [quinta-feira] uma plataforma para as pessoas sinalizarem aquilo que são os seus prejuízos", afirmou José Manuel Fernandes.

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O ministro falava aos jornalistas em Castelo Branco, onde se deslocou para reunir com o presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, e verificar no terreno os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin no concelho.

"Neste momento precisamos de saber os montantes, para saber se é possível acionar ou não o Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE), onde para uma catástrofe nacional é preciso 0,6 do PIB [Produto Interno Bruto] ou três mil milhões de euros e numa regional, [na região Centro], é preciso 1,5% do PIB, cerca de 675 milhões de euros", vincou.

José Manuel Fernandes adiantou que é "importante" fazer esta contabilidade.

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"Vamos atuar o mais rápido possível. Já fizemos isso nos incêndios de 2024 e 2025, onde foi feito um trabalho brutal no apoio e agora também queremos ser muito rápidos", reforçou.

O governante informou também que ao nível da plataforma online disponível desde a manhã de quinta-feira, há pessoas que têm dificuldade em aceder, uns por exclusão digital, outros por falta de acesso, como Internet.

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Mas, "os nossos serviços estão disponíveis e pedimos também às Câmaras Municipais esse apoio. Ninguém vai desistir", disse, evocando esses casos.

"Há estragos nas florestas, no olival, deverá haver prejuízos na apicultura. Nestes momentos, há gente que ainda não tem coragem de ir ver os prejuízos. Ninguém desiste. Nós continuamos, de forma solidária sabendo que o Governo esteve naquilo que foi a prevenção, mas agora também na atuação que se pretende rápida", disse.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

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Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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