Proteção Civil regista cerca de 40 ocorrências na Madeira devido à depressão Francis
Além da queda de árvores e de redes elétricas, a Proteção Civil sinalizou, entre outras, seis movimentos de massa, uma inundação e seis quedas de estruturas.
O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira registou esta quinta-feira cerca de 40 ocorrências relacionadas com o mau tempo que está a afetar o arquipélago, entre as quais 18 quedas de árvores e três quedas de redes elétricas.
Em comunicado, a autoridade regional indica que foram empenhados 78 operacionais e 38 meios técnicos, não havendo registo de feridos.
Foram sinalizadas ocorrências em toda a ilha da Madeira, com mais incidência nos concelhos da costa sul, nomeadamente Machico (11) e Santa Cruz (dez), mas também no Funchal (quatro), Câmara de Lobos (quatro), Ribeira Brava (três) e Calheta (duas).
Os concelhos da costa norte - Porto Moniz, São Vicente e Santana -- foram os menos afetados.
Além da queda de árvores e de redes elétricas, a Proteção Civil sinalizou, entre outras, seis movimentos de massa, uma inundação e seis quedas de estruturas.
"Todas as ocorrências foram prontamente resolvidas pelo patamar municipal", refere a autoridade regional.
O arquipélago da Madeira vai estar sob avisos de mau tempo até sábado, devido à passagem da depressão Francis, com chuva, vento e agitação marítima fortes, indicou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sendo que as condições meteorológicas adversas estão a afetar a região desde a tarde de quarta-feira, 31 de dezembro.
O mau tempo condicionou hoje a operação no Aeroporto Internacional da Madeira e a Porto Santo Line, empresa que opera a ligação marítima entre a Madeira e o Porto Santo, cancelou as viagens de sexta-feira.
O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza encerrou os 42 percursos pedestres classificados da Região Autónoma da Madeira, bem como a estrada florestal entre a Eira do Serrado e Pico do Areeiro, indicando que o mau tempo "potencia riscos significativos para a segurança dos utilizadores", nomeadamente quedas de rochas, derrocadas e outras situações perigosas.
"A reabertura dos percursos será avaliada em função da evolução das condições meteorológicas e do estado do terreno", refere em comunicado.
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