Rede Expressos permite reembolso total dos bilhetes até 8 de fevereiro
Medida excecional surge no decurso do mau tempo que está a afetar o País.
A Rede Expressos anunciou esta segunda-feira que vai permitir a possibilidade de reembolso total dos bilhetes, "até uma hora antes da partida" até 8 de fevereiro, como "medida excecional", na sequência das condições meteorológicas que afetam várias regiões do país.
"Na sequência das condições meteorológicas adversas que têm afetado várias regiões do país, a Rede Expressos anuncia uma medida excecional de apoio aos passageiros, permitindo o reembolso a 100% dos bilhetes, até uma hora antes da partida", adianta a empresa, em comunicado.
Segundo a Rede Expressos, esta medida vai estar "em vigor até 8 de fevereiro de 2026" e abrange "todas as viagens em território nacional da Rede Expressos".
Para tal, "os pedidos devem ser efetuados através do website em www.rede-expressos.pt, no menu "Reembolsos", respeitando o prazo máximo de uma hora antes da partida prevista", acrescenta.
A rede nacional de autocarros expresso justifica a decisão com o "agravamento das condições meteorológicas em Portugal, com precipitação, vento forte e queda de neve previstos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera", bem como com os "constrangimentos recorrentes na circulação rodoviária".
Na sexta-feira, a Rede Expressos tinha anunciado uma redução extraordinária de preços até 15%, a nível nacional, para viagens com destino às zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 8 de fevereiro.
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