Vila do Conde contabiliza 4 milhões de euros de prejuízos associados ao mau tempo
Danos vêm desde novembro e foram exacerbados no início do ano com o 'comboio' de tempestades.
A Câmara de Vila do Conde, do distrito do Porto, estima que os danos causados pelas últimas intempéries tenham provocado prejuízos de cerca de quatro milhões de euros em várias zonas do concelho.
Os danos começaram ainda em novembro do ano passado, quando as fortes chuvas fizeram transbordar a ribeira da Lage, na freguesia de Modivas, inundando 12 habitações, fazendo ruir muros e danificando vias rodoviárias.
Já este ano, também devido à chuva e ao vento, na freguesia de Árvore foram afetadas habitações; em Vila Chã houve o aluimento do passeio e do muro de contenção da marginal; enquanto na praia de Mindelo, devido à agitação marítima, a duna e os passadiços ficaram danificados.
No centro da cidade de Vila do Conde, na Praça da República, houve danos em muros, somando-se, por todo o concelho, problemas nas infraestruturas de proteção e contenção e na rede viária.
A autarquia vila-condense estima que "o valor global dos principais danos registados seja de quatro milhões de euros" e o presidente da Câmara, Vítor Costa, espera que o Governo possa apoiar na reconstrução.
"Estamos perante uma situação cuja dimensão ultrapassa claramente a capacidade de resposta isolada de um município. Esperamos, por isso, a atenção e o apoio do Governo, à semelhança do que aconteceu noutras situações de intempérie, para que seja possível assegurar a recuperação integral dos danos", disse à Lusa o autarca.
Vítor Costa falou num "fenómeno meteorológico excecional que provocou um cenário particularmente gravoso para o concelho", mas garantiu que a câmara já começou a agir.
"Estamos já a realizar obras de recuperação, avançando com as intervenções de maior urgência, recorrendo a meios próprios, para repor condições de segurança e normalidade, nomeadamente na rede viária e em equipamentos municipais", assegurou.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.
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