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Bruxelas propõe fim de anulação de licenças de emissão acima de 400 milhões de CO2

No final de 2024, tinham sido anuladas 3,2 mil milhões de licenças de emissão de dióxido de carbono ou o equivalente em outros gases com efeito de estufa.

01 de abril de 2026 às 12:26

A Comissão Europeia quer acabar com o mecanismo que anula as licenças de emissão de carbono superiores a 400 milhões de unidades da reserva de estabilização do mercado (REM) do sistema de comércio de emissões de carbono da UE.

A proposta, esta quarta-feira apresentada e que tem de ser aprovada pelo Conselho da União Europeia (UE) e o Parlamento Europeu, quer anular o mecanismo que, no sistema atual, anula todas as licenças de emissão da reserva superiores a 400 milhões de unidades, mantendo-as na REM.

No final de 2024, tinham sido anuladas 3,2 mil milhões de licenças de emissão de dióxido de carbono ou o equivalente em outros gases com efeito de estufa.

De acordo com um comunicado do executivo comunitário, a alteração proposta irá permitir que estas licenças sejam mantidas como uma reserva que pode apoiar a estabilidade do mercado.

A REM é um dos mecanismos mais importantes do Regime de Comércio de Licenças de Emissão (CELE) da UE concebido para regular o desequilíbrio entre a oferta e a procura de licenças de emissão, reduzindo a oferta de licenças de emissão ao mercado quando há demasiadas em circulação e injetando licenças de emissão quando há escassez de mercado, regulando a oferta de licenças de emissão para estabilizar os preços do carbono, corrigindo desequilíbrios e incentivando a redução das emissões.

No contexto do CELE, cada licença dá ao seu detentor o direito de emitir uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) ou o equivalente em outros gases com efeito de estufa.

Ao ajustar a oferta de licenças com base em limiares definidos, a REM absorve os excedentes e liberta licenças para manter a estabilidade do mercado, tendo-se revelado eficaz na subida dos preços das licenças de emissão da UE.

Esta proposta insere-se na decisão de modernizar o CELE, cuja revisão exaustiva deverá ser apresentada em julho.

Segundo dados de Bruxelas, principalmente graças ao CELE, as emissões internas de carbono na UE diminuíram 39%, enquanto a economia cresceu 71% entre 1990 e 2024.

Num contexto de maior volatilidade dos preços da energia e de tensões geopolíticas, a Comissão salienta ainda estar está a trabalhar com os Estados-membros para assegurar que o regime de comércio de emissões (ETS, na sigla inglesa) se mantém "sólido, previsível e adequado à sua finalidade".

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