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Reserva no Alentejo é "paraíso" para observação astronómica nocturna

Os seis concelhos do Alentejo que formam a Reserva Dark Sky Alqueva, um projecto pioneiro em Portugal para a observação astronómica nocturna, são um "paraíso" para astrofotógrafos e astrónomos, por serem zonas de baixa "poluição luminosa".

11 de agosto de 2012 às 11:43

Na reserva, "é possível conseguir uma minimização da poluição luminosa", o céu torna-se "fantástico" e, para "se astrofotografar, é realmente o paraíso", afirmou este Sábado  o astrofotógrafo e astrónomo amador Miguel Claro.

A Reserva Dark Sky Alqueva foi criada pela Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo, Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, Empresa de Desenvolvimento e infra-estruturas do Alqueva (EDIA) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

Envolve os concelhos de Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Portel, Mourão, Moura e Barrancos e oferece aos visitantes actividades como passeios pedestres, observação de estrelas, "birdwatching" (observação de aves) e "wildnightwatching" (observação nocturna da vida selvagem), entre outras.

No início deste ano, a reserva tornou-se a primeira do género no mundo a ser certificada como "Starlight Tourism Destination", pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e pela Organização Mundial do Turismo.

Miguel Claro garantiu que área da Reserva Dark Sky Alqueva é "onde se conseguem obter os melhores resultados ao nível da astrofotografia" no país.

Isto porque, justificou, a zona "tem um grau de poluição luminosa muito baixo e, em alguns sítios, chega mesmo a ser praticamente imperceptível".

"O céu é realmente diferente", vincou o astrofotógrafo, lembrando que os municípios que integram a reserva tiveram "o cuidado de minimizar as luzes junto aos monumentos", optando por instalar "luzes adequadas que projectam para o chão e não para o céu".

A adopção destas medidas, disse, favorecem não são só os "apaixonados" pela actividade, que conseguem melhores resultados nas suas fotografias, mas também os próprios municípios, porque poupam na factura da electricidade.

Noutras zonas do país, comparou, "a luz é tanta que se acaba por deixar de ver as estrelas e a Via Láctea deixa de ser perceptível".

Para Miguel Claro, a criação da reserva no Alentejo também fez com que as unidades hoteleiras da região se preparassem melhor para receber astroturistas, adoptando "pequenas medidas" que "funcionam muito" e que acabam por atrair mais visitantes.

"As pessoas que querem ficar até tarde a observar o céu podem, depois, tomar o pequeno-almoço até mais tarde", exemplificou.

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