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Há 18 padres com filhos a exercer em Portugal

Igreja portuguesa mantém sacerdotes em funções clericais após assumirem paternidade.

07 de novembro de 2017 às 01:30

O assunto está de novo na ordem do dia, fruto de uma decisão invulgar do bispo do Funchal, que decidiu manter na paróquia do Monte o padre Giselo Andrade, que assumiu a paternidade de uma menina nascida a 18 de agosto, mas não se trata propriamente de uma novidade para a Igreja portuguesa, que mantém em funções clericais pelo menos 18 padres com filhos assumidos.

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Há 18 padres com filhos a exercer em Portugal

O número foi obtido através de um levantamento realizado pelo CM em todas as dioceses, com a ajuda de elementos da Fraternitas, que representa os designados ‘padres casados’.

Há cerca de um ano, o bispo de Viana do Castelo retirou da paróquia de Ponte da Barca o padre António José de Sousa e Castro Brito, de 44 anos, devido a fortes rumores de paternidade, que o próprio acabou por confessar.

Era para ser colocado como pároco no arciprestado de Caminha, mas acabou por rumar aos serviços centrais da diocese. Não continuou como pároco, mas não foi expulso do sacerdócio. No caso mais recente, e segundo apurou o CM, a menina é fruto "de um amor antigo dos tempos de liceu". O padre e a mãe da filha, que é professora universitária e está ligada a uma empresa de relevo na Madeira, estudaram juntos, incluindo na universidade.

Quando tem um filho, um padre não quebra a regra do celibato, mas deixa de ser casto, cometendo aos olhos da Igreja um pecado grave. Para a Igreja, seria mais grave não assumir o dever de paternidade ou, ainda pior, optar pelo aborto. Assim, como sublinhou o bispo do Funchal, D. António Carrilho, "um pecado é sempre passível do perdão de Deus".

Igreja "não pode admitir uma vida dupla" 

A diocese do Funchal disse ontem ao CM que "foi com tristeza" que recebeu a notícia sobre o padre Giselo Andrade, que lidera a paróquia do Monte, onde em agosto morreram 13 pessoas esmagadas por uma árvore.

"A Igreja é um espaço de misericórdia e Deus perdoa tudo, mas não pode admitir uma vida dupla", sublinhou a mesma diocese, explicando que cabe ao próprio padre decidir se pretende continuar a exercer o sacerdócio.

"O sacerdote deverá assumir as suas responsabilidades", concluiu.

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