Plano Especial de Emergência na Bacia do Tejo continua em nível azul.
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A Proteção Civil previu esta segunda-feira uma redução gradual dos caudais do rio Tejo, mantendo, contudo, ativo o Plano Especial de Emergência na Bacia do Tejo em nível azul, devido à "instabilidade meteorológica que ainda se verifica".
Em comunicado emitido hoje à noite, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém afirma que o caudal do rio Tejo "continua com variações", mantendo-se o seu valor médio abaixo dos 1.200 metros cúbicos por segundo.
"As barragens de Fratel, Pracana e Castelo de Bode têm debitado nas últimas horas valores com alguma flutuação entre os 900m3/s e 1600m3/s no conjunto das barragens", afirma a nota emitida às 22h06 de hoje.
O plano especial tem quatro níveis - azul, amarelo, laranja e vermelho (o mais grave) -, tendo sido acionado sábado de manhã no nível amarelo, passando a azul na noite de domingo.
Segundo o CDOS de Santarém, "poderão ainda verificar-se algumas oscilações pontuais, mas a previsão vai no sentido de uma redução gradual dos caudais", sendo que "o regresso total das águas ao seu leito normal será lento, dificultando a normalização da circulação rodoviária", pois permanecem submersas três vias no concelho de Coruche - os caminhos municipais 1445, entre Rebolo e Biscaínho, e 1427, entre Amieira e Raposeira, e a estrada municipal 590, entre Couço e Santa Justa -- e a ponte dos Alcaides-Almajões no de Santarém.
O CDOS mantém o aconselhamento à população para que retire equipamentos e animais de zonas normalmente inundáveis e não atravesse, com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas.
Cartaxo e Salvaterra de Magos reabrem terça-feira Ponte Rainha D. Amélia
Os municípios do Cartaxo e de Salvaterra de Magos decidiram reabrir a ponte Rainha D. Amélia, dada a redução dos caudais e das correntes no Tejo e a garantia da Infraestruturas de Portugal de inexistência de problemas nas fundações.
Em comunicado conjunto, os presidentes das Câmaras Municipais do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, e de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, afirmam que a circulação na ponte centenária que liga os dois concelhos vai ser retomada cerca das 10:30 de terça-feira, "por estarem ultrapassadas as reservas e os condicionalismos que ditaram o seu encerramento no passado sábado, pelas 20:00".
A decisão foi tomada depois de consultado o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Santarém, "que confirmou a redução dos caudais e das correntes no rio Tejo em relação aos valores registados no passado fim de semana", e de ouvidas as declarações hoje proferidas pelo presidente executivo do conselho de administração das Infraestruturas de Portugal (IP) que asseguram a "inexistência de problemas ao nível das fundações da ponte".
Os autarcas citam declarações feitas hoje por António Laranjo, no sentido de que o relatório que a IP está a elaborar "não indicia nenhum tipo de problema nessa matéria [fundações]".
"Os presidentes das Câmaras Municipais do Cartaxo e de Salvaterra de Magos assinalam com agrado a resposta, que procuravam há algumas semanas, relativa às dúvidas de segurança que se colocavam ao nível das fundações dos pilares da Ponte Rainha D. Amélia, que liga ambos os concelhos, congratulando-se sobretudo, fazendo fé na declaração citada, com a inexistência de problemas ao nível das fundações da ponte ", afirma a nota.
Apesar da reabertura ao trânsito (que se faz num sentido de cada vez, com controlo semafórico), poderão ocorrer "situações pontuais de interrupção do trânsito durante as próximas semanas", no "âmbito das ações de manutenção e reparação das guardas metálicas e dos apoios do tabuleiro" que estão em curso, "sendo os trabalhos de maior duração preferencialmente realizados em período noturno", acrescenta.
Pedro Magalhães Ribeiro e Hélder Esménio afirmam que "ficam a aguardar a redação final do Relatório Técnico solicitado pelas autarquias" e pedem que sejam respeitadas as limitações à circulação impostas no passado dia 14 de fevereiro -- velocidade máxima de 30 quilómetros/hora e a veículos de peso inferior a 3,5 toneladas - nesta "infraestrutura rodoviária importante para as pessoas e para a economia regional que importa preservar".
Nessa ocasião, foram anunciadas "medidas a adotar de imediato", como a reparação dos apoios do tabuleiro, danificados pelo excesso de carga, dada a "utilização abusiva" da ponte por veículos que "ultrapassam largamente as restrições impostas" pela então Junta Autónoma de Estradas (JAE), na altura da adaptação da ponte ferroviária em rodoviária (1996).
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