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Correio da Manhã

Sociedade
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Mais de 1.400 cidadãos contra encerramento do Miradouro de Santa Catarina em Lisboa

Vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou o encerramento do miradouro para obras.
4 de Setembro de 2018 às 19:08
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Miradouro de Santa Catarina em Lisboa
Mais de 1.400 cidadãos já assinaram uma petição pública contra a vedação permanente do Miradouro de Santa Catarina, mais conhecido como Adamastor, em Lisboa, que vai ser intervencionado.

Em julho, o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Duarte Cordeiro (PS), anunciou o encerramento do Miradouro de Santa Catarina para obras de requalificação, apontando que o espaço ia permanecer encerrado durante o "resto do verão".

O autarca acrescentou que "no processo de requalificação do miradouro" será introduzida "uma vedação que permita que o miradouro esteja aberto ao público como hoje está [com acesso livre], mas também permita, se a sociedade assim o entender, delimitar o miradouro, permitindo que fique em descanso face à carga que atualmente tem".

No entender dos subscritores da petição, intitulada 'Por um Adamastor de todos e para todos', o encerramento do Miradouro de Santa Catarina tratou-se de uma decisão "arbitrária e autoritária", que não foi alvo de "discussão ou sequer apresentação pública do plano de requalificação previsto" para o espaço.

Assim, os peticionários pedem a "marcação de uma sessão da Assembleia Municipal de Lisboa aberta ao público, na qual seja explicada a lógica das ações tomadas e partilhados os planos de obras existentes para o local", bem como a "interrupção imediata de quaisquer obras entretanto iniciadas e a garantia de que não serão retomadas até que o plano das mesmas tenha sido amplamente discutido em sessão pública".

A petição requer ainda a "clarificação do processo que presidirá à escolha de um novo locatário do quiosque sito no local, num momento em que o vice-presidente da CML deu a entender que pretende rescindir o contrato com atual locatário, tendo o plano de exploração anunciado na imprensa em toda a aparência sido desenhado com o intuito de excluí-lo".

"O miradouro deve permanecer aberto até que todos os pontos acima tenham sido devidamente esclarecidos, e o plano de obras de requalificação tenha sido discutido e obtido amplo consenso social, e não apenas a aprovação tácita dos interesses privados que nos últimos anos se têm instalado em Santa Catarina", destaca.

O texto defende também que o espaço deve ser "livre de preconceito e moralismo, e acessível a todas as pessoas de bem independentemente do seu nível de rendimentos", criticando "a lógica da engenharia social que se depreende das palavras do vice-presidente da CML em declarações à imprensa".
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