Credores da Autoestradas do Douro Litoral assumiram na quinta-feira as participações sociais da concessionária.
1 / 2
A Brisa interpôs esta segunda-feira uma providência cautelar para travar a tomada de controlo da Autoestradas do Douro Litoral pelos credores, disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte oficial da concessionária.
Fonte da Brisa disse à Lusa que a empresa "interpôs hoje uma providência cautelar para travar a tomada de controlo dos credores da Autoestradas do Douro Litoral".
No domingo, a Brisa anunciou que iria usar "todos os meios" para repor a legalidade na Autoestradas do Douro Litoral, cuja gestão foi transferida para um conjunto de credores liderados por um fundo de investimento, e colocou em causa o serviço prestado pela concessionária.
"A Brisa -- Autoestradas de Portugal, SA informa que utilizará todos os meios ao seu alcance para repor a legalidade na concessionária Autoestradas do Douro Litoral, após a ação hostil desencadeada por um conjunto de credores liderados pelo 'hedge fund' Strategic Value Partners LLC", revelou a empresa em comunicado.
Os credores da Autoestradas do Douro Litoral assumiram na quinta-feira as participações sociais da concessionária.
De acordo com os credores, a concessionária, nos últimos cinco anos, não tem cumprido as suas obrigações de pagamento de reembolsos de capital, juros, custos e comissões dos seus contratos financeiros, devido a uma estrutura de custos elevados e níveis de tráfego que estão abaixo das expectativas originais".
A Brisa contrapõe que "a entrada por meios hostis, sem aviso prévio, no meio de um processo negocial, por parte destes fundos de investimento de curto prazo, deve ser motivo de grande preocupação, porque coloca em causa de imediato o normal funcionamento da concessionária e o serviço público prestado aos portugueses pela Autoestradas do Douro Litoral".
Segundo uma fonte da empresa, "a forma disruptiva como foi feita a substituição dos órgãos sociais criou um vazio de gestão", justificou.
A Brisa acrescenta que tem tentado chegar a um acordo para reestruturar a dívida da Autoestradas do Douro Litoral, buscando "uma solução razoável, consensual e transparente", numa atitude "boa-fé" que "não foi partilhada pelo conjunto de credores liderado pela Strategic Value Partners LLC, ao contrário de outros credores como o Banco Santander, o banco Millennium BCP, a Caixa Geral de Depósitos e o Royal Bank of Scotland.
Critica ainda o fundo Strategic Value Partners e o consórcio que lidera que "já deram provas no passado de não respeitar acordos", adquirindo dívida com desconto aos credores originais com "objetivos de rentabilidade desproporcionados" concretizáveis através do "controlo do ativo com o único propósito de o alienar a curto prazo e ao melhor preço".
A Brisa alerta para que o sucesso da "atitudes hostis destes 'hedge funds' (fundos especulativos) "é lesivo para os interesses do sector, e em último caso do País, uma vez que devem ser protegidos investidores, nacionais e estrangeiros, com compromisso de longo prazo e que assegurem a estabilidade necessária à prestação de um serviço de qualidade".
A concessionária adianta que vai continuar a procurar uma solução "que garanta os níveis de serviço e a operação contratados com o Estado".
A agência Lusa contactou o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas para obter mais esclarecimentos sobre as garantias de serviço prestado aos utilizadores desta autoestrada, mas o Governo optou por não fazer comentários.
No comunicado divulgado na quinta-feira, os novos acionistas declararam estar empenhados em garantir que os níveis de serviço ou segurança não sofreriam interrupções ou alterações.
Para presidente do Conselho de Administração foi nomeado Andy Pearson, ex-presidente executivo da autoestrada com portagem M6 no Reino Unido, e antigo diretor da autoestrada com portagem SH 130 no Texas.
Como diretor-geral está José Custódio dos Santos, ex-presidente executivo da MSF Concessões e presidente executivo da Auto-Estradas do Atlântico e Auto-Estradas do Litoral Oeste.
Citado no comunicado, Andy Pearson indicou que a AEDL é "um ótimo ativo, com perspetivas futuras fantásticas", acrescentando ser a via continuará a "desempenhar um papel no desenvolvimento económico da região e tem um potencial significativo para aumentar seus níveis de tráfego".
Já José Custódio referiu que a nova estrutura acionista "proporciona à concessão uma base financeira fortalecida que garantirá o seu futuro".
A Autoestradas do Douro Litoral opera e mantém as portagens A41, A43 e A32 (extensão total de 73 quilómetros).
A SVPGlobal é um "investidor financeiro global especializado em melhorar o desempenho de investimentos em dificuldades ("distressed debt"), tendo aproximadamente 8 mil milhões de dólares em ativos sob gestão".
A Cross Ocean Partners é uma plataforma de gestão de créditos e ativos e assessora ativos de 3,1 mil milhões de dólares globalmente e os seus fundos e contas angariaram aproximadamente 4,4 mil milhões de dólares em capital subscrito até o momento.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.