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Governo alemão envia 26 médicos, 150 camas e 50 ventiladores para Portugal

Militares alemães já chegam a Portugal com a primeira dose da vacina da Moderna. Trazem consigo a segunda toma, que será realizada já em Portugal.

01 de fevereiro de 2021 às 17:15

O governo alemão anunciou esta segunda-feira, no parlamento federal, que as Forças Armadas vão enviar, quarta-feira, para Portugal um total de 26 militares (médicos e enfermeiros), 150 camas de campanha e 50 ventiladadores, que serão instalados num local da Grande Lisboa. A ajuda alemã foi confirmada ao final da tarde, por Portugal, num comunicado conjunto dos ministérios da Saúde e da Defesa: "Na sequência de diversos contactos bilaterais, Portugal aceitou a proposta de colaboração do Governo Alemão para reforço da resposta à Covid -19", é afirmado.

A Alemanha explica que foram ultrapassadas "dificuldades juridicas" de forma a permitir que os técnicos de Saúde alemães possam tratar dos doentes "diretamente". O apoio da Alemanha será principalmente na área dos cuidados intensivos. Trata-se de uma "equipa de profissionais de saúde militares com competências ao nível da Medicina Intensiva e ainda a cedência de material clínico (ventiladores, bombas e seringas de infusão)", detalha o governo português.

Os militares alemães já chegam a Portugal com a primeira dose da vacina da Moderna. Trazem consigo a segunda toma, que será realizada já em Portugal. Para já o planeamento está feito para três rotações de 21 dias cada. Ou seja, a ajuda alemã pensa ficar em Portugal pelo menos dois meses. "Até ao final de março, caso seja necessário", admite Portugal.

A ajuda alemã vai chegar num avião A400 que partirá na manhã de quarta-feira da base aérea de Wunstorf. A mesma foi criticada pelo partido A Esquerda, no parlamento federal:. "O pedido do governo português de apoio às Forças Armadas [Bundeswehr] é incompreensível enquanto as capacidades em Portugal não forem totalmente utilizadas", disse o deputado Alexander Neu. "E isso inclui as clínicas privadas que até agora recusaram. Não pode ser que as clínicas privadas portuguesas estiquem os pés e o contribuinte na Alemanha pague pelo uso da ajuda em Portugal ".

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