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Liga de Bombeiros adia cobrança de taxas a aplicar aos hospitais pela retenção das macas

Foi marcada uma nova reunião para dia 18 para encontrar uma solução "estrutural".

09 de janeiro de 2024 às 13:32
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Liga de Bombeiros adia cobrança de taxas a aplicar aos hospitais pela retenção das macas

Os bombeiros adiaram a cobrança de taxas aos hospitais pela retenção das macas nas urgências após ter sido marcada uma reunião para dia 18, que incluirá o INEM, anunciou, esta terça-feira, o presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP).

Em declarações aos jornalistas à saída de uma reunião com o diretor executivo da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), o presidente da LPB, António Nunes, disse que será realizada uma nova reunião para encontrar uma solução "estrutural".

"Ficou decidido no próximo dia 18 às 15:00 fazer uma reunião entre a DE-SNS, LPB e INEM para encontrar soluções (...). Somos pessoas de bem e queremos o diálogo e não fazia sentido que continuássemos a insistir numa situação antes da reunião", disse António Nunes.

A LPB aprovou na segunda-feira a aplicação de taxas aos hospitais pela retenção das macas de ambulâncias nas urgências, a partir de quarta-feira se não fosse apresentada uma solução pela direção executiva do SNS.

No final de uma reunião do Conselho Executivo da LPB realizada em Gouveia, no distrito da Guarda, o presidente da Liga descreveu que a decisão foi que "por cada duas horas após a primeira hora são aplicados 50 euros, no segundo bloco de duas horas 100 euros, no terceiro bloco de duas horas 150 euros e depois 150 euros por cada duas além dessas".

Já em Cantanhede, no distrito de Coimbra, também na segunda-feira, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, considerou incompreensível que os hospitais não encontrem um sistema para evitar a retenção de macas dos bombeiros.

"O que eu acho que é mesmo incompreensível é que nós não sejamos capazes, em todos os hospitais, de organizar um sistema que evite que os bombeiros tenham de ficar à espera para que as suas macas sejam disponibilizadas. É isso que eu espero verdadeiramente seja resolvido", disse o ministro.

Esta terça-feira, à entrada para a reunião, António Nunes falou aos jornalistas e deu vários exemplos de situações complicadas de retenção de macas e ambulâncias.

"Nos últimos 15 dias houve situações em que ambulâncias dos bombeiros ficaram 22 horas à porta de um hospital", disse o presidente, referindo-se a um caso que aconteceu em Coimbra.

António Nunes também contou que "numa tarde da semana passada, uma corporação da região de Lisboa ficou com sete ambulâncias retidas à porta do hospital", uma situação que aconteceu no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra).

"Se não se encontrarem soluções, os hospitais têm de se organizar de forma a que não sejam os bombeiros a subsidiar o SNS. A retenção de macas e de ambulâncias à porta dos hospitais acarreta prejuízos nas próprias viaturas", referiu.

Além das regiões do Porto, Lisboa e Coimbra, segundo o presidente da LPB, inspiram preocupação situações em Setúbal e Santarém.

Ainda nas declarações à entrada para a reunião, António Nunes lembrou uma das medidas aprovada pelos bombeiros desde março do ano passado mas que nunca foi executada.

"É não retirar doentes com alta dos hospitais. Posso-vos garantir que se isso acontecer, ao segundo dia fica tudo resolvido", disse.

A nível nacional, as corporações de bombeiros têm 450 ambulâncias disponíveis para o serviço pré-hospitalar.

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