Rui Moreira foi distinguido simbolicamente como tendo atingido este número e disse que a torre é um símbolo da cidade. Cerca de 1/3 das receitas do turismo são destinadas a causas sociais.
Torre dos Clérigos com 8 milhões de visitantes em 10 anos
Um símbolo do passado e a imagem de um Porto do futuro: solidário, dinâmico e cosmopolita. Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, destacou desta forma a importância da Torre dos Clérigos para a cidade. O autarca foi esta quarta-feira simbolicamente distinguido como sendo o visitante 8 milhões em dez anos. A contagem é feita desde 2014, após a realização de obras de fundo.
“Antes da requalificação, a torre recebia 100 mil visitantes por ano e agora recebe cerca de 1,3 milhões, se excluirmos a altura da pandemia. Foi sempre um dos maiores símbolos da cidade, o seu ex-líbris monumental. Teve já vários usos ao serviço da cidade: torre sinaleira, marco de orientação naval, posto de observação e comando militar, entre outros”, destacou o autarca.
Na cerimónia em que foi assinalado mais um marco histórico nos Clérigos, o padre Manuel Fernando, presidente da Irmandade, referiu que por ano as receitas atingem 1,5 milhões de euros. Cerca de 1/3 destina-se a apoiar causas sociais. “Quando começámos a ter receita do turismo, entendemos que uma das formas de continuar com a missão dos Clérigos era apoiar não só entidades da Igreja mas também outras causas sociais. Apoiamos a Casa Sacerdotal, que tem padres de mais idade, mas também a Paróquia da Vitória, a Porta Solidária, hospitais e outras instituições”, lembrou o padre, dando conta de que em 2023 cerca de 600 mil euros foram para estas causas.
Estes apoios aos mais desfavorecidos foi também destacado por Rui Moreira, que mencionou ainda a importância que D. Manuel Clemente e D. Américo Aguiar tiveram na requalificação dos Clérigos.
“O projeto de restauro foi muito audaz, tinha enormes riscos. Tratou-se de um ato de coragem. Está agora a ser dada a devida projeção à torre, que representa os valores humanísticos e o espírito solidário da nossa cidade”, destacou o autarca.
Com 225 degraus, a torre recebe sobretudo a visita de turistas. “Os Clérigos são o melhor miradouro do Porto, mas quisemos acrescentar muitos mais. Temos a nossa igreja e o museu com muitas exposições”, concluiu.
Um símbolo do passado e a imagem de um Porto do futuro: solidário, dinâmico e cosmopolita. Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, destacou desta forma a importância da Torre dos Clérigos para a cidade. O autarca foi esta quarta-feira simbolicamente distinguido como sendo o visitante 8 milhões em dez anos. A contagem é feita desde 2014, após a realização de obras de fundo.“Antes da requalificação, a torre recebia 100 mil visitantes por ano e agora recebe cerca de 1,3 milhões, se excluirmos a altura da pandemia. Foi sempre um dos maiores símbolos da cidade, o seu ex-líbris monumental. Teve já vários usos ao serviço da cidade: torre sinaleira, marco de orientação naval, posto de observação e comando militar, entre outros”, destacou o autarca.Na cerimónia em que foi assinalado mais um marco histórico nos Clérigos, o padre Manuel Fernando, presidente da Irmandade, referiu que por ano as receitas atingem 1,5 milhões de euros. Cerca de 1/3 destina-se a apoiar causas sociais. “Quando começámos a ter receita do turismo, entendemos que uma das formas de continuar com a missão dos Clérigos era apoiar não só entidades da Igreja mas também outras causas sociais. Apoiamos a Casa Sacerdotal, que tem padres de mais idade, mas também a Paróquia da Vitória, a Porta Solidária, hospitais e outras instituições”, lembrou o padre, dando conta de que em 2023 cerca de 600 mil euros foram para estas causas.Estes apoios aos mais desfavorecidos foi também destacado por Rui Moreira, que mencionou ainda a importância que D. Manuel Clemente e D. Américo Aguiar tiveram na requalificação dos Clérigos.“O projeto de restauro foi muito audaz, tinha enormes riscos. Tratou-se de um ato de coragem. Está agora a ser dada a devida projeção à torre, que representa os valores humanísticos e o espírito solidário da nossa cidade”, destacou o autarca.Com 225 degraus, a torre recebe sobretudo a visita de turistas. “Os Clérigos são o melhor miradouro do Porto, mas quisemos acrescentar muitos mais. Temos a nossa igreja e o museu com muitas exposições”, concluiu.PORMENORES
Foi em 1753 que o arquiteto Nicolau Nasoni apresentou um projeto para a Torre dos Clérigos. As obras arrancaram no ano seguinte e terminaram em 1763.
Com 75 metros e altura, a Torre dos Clérigos conta com 225 degraus. Uma escadaria que permite ter uma vista deslumbrante de 360º da cidade do Porto.
A igreja e a torre dos Clérigos estão unidas desde 2014 pela Casa da Irmandade, agora aberta ao público após a criação de um museu. O projeto da igreja foi aprovado em dezembro de 1731.
Foi com o projeto para a igreja e para a torre que o pintor Nicolau Nasoni começou a destacar-se como arquiteto e projetista. Morreu em 1773, tendo sido sepultado na Igreja dos Clérigos.
Os Clérigos são monumento nacional desde 1910. Em 2014 foram realizadas obras de reabilitação e valorização do edifício, o que levou a um grande aumento do número de visitantes.
António Costa, antigo primeiro-ministro, recebeu o título de visitante dois milhões em 2017. Já o antigo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, foi, em 2022, o visitante seis milhões.
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