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Na nota é referido que, "durante o período em que vigorou a limitação, foram ativadas medidas de contingência em articulação com as entidades competentes".
A Aerogare Civil das Lajes retomou esta quinta-feira o abastecimento regular de combustível a aeronaves civis, depois de terem sido detetadas inconformidades no produto, no sábado, revelou a entidade.
Encontram-se "reunidas as condições operacionais necessárias para a retoma do abastecimento regular de aeronaves na Aerogare Civil das Lajes, com combustível certificado e em cumprimento dos requisitos de qualidade e segurança aplicáveis à aviação civil", indicou a aerogare, em comunicado.
O aviso à aeronáutica, emitido no sábado e que revelava que os serviços de abastecimento de aeronaves na ilha Terceira se encontram disponíveis apenas para situações de emergência, foi levantado hoje às 14:00 locais (15:00 em Lisboa).
Na nota é referido que, "durante o período em que vigorou a limitação, foram ativadas medidas de contingência em articulação com as entidades competentes, o operador de combustível e as companhias aéreas".
Entre as medidas adotadas, a entidade, na tutela da vice-presidência do Governo Regional dos Açores, elencou "a gestão dos 'stocks' disponíveis, a priorização de operações essenciais e a recomendação para que as aeronaves operassem com combustível adicional sempre que possível".
"A colaboração das companhias aéreas e dos demais intervenientes permitiu assegurar a continuidade da operação programada na Aerogare Civil das Lajes, não tendo resultado desta limitação qualquer cancelamento de voo", adiantou.
A Aerogare Civil das Lajes acrescentou ainda que "continuará a acompanhar a situação em articulação com as entidades competentes, mantendo como prioridade a segurança, a continuidade operacional e a prestação do serviço público aeroportuário".
No domingo, o diretor da Aerogare das Lajes, Vítor Pereira, revelou à Lusa que o combustível que chegou à Terceira para abastecer a operação aérea civil "não cumpriu com os testes de qualidade e segurança que a Galp tem para o seu produto" e que a empresa optou por "não colocar este produto no mercado, porque não estavam garantidas as condições de segurança para a aviação civil".
O responsável assegurou, no entanto, que a infraestrutura tinha reservas que permitiam garantir que a operação prevista não iria "sofrer alterações", embora tivessem tomado medidas de precaução.
Na terça-feira, o vice-presidente do Governo Regional dos Açores, que tutela a Aerogare Civil das Lajes, disse que já tinha pedido esclarecimentos à Galp sobre a falha no combustível e sobre o facto de não haver uma reserva superior na ilha Terceira.
"Solicitei, através da Aerogare Civil das Lajes, um esclarecimento muito pormenorizado sobre o que aconteceu, porque aconteceu, onde é que contaminou o combustível, à Galp, que é a responsável em primeira instância por isso", adiantou Artur Lima.
"Disseram que têm uma equipa já a tratar disso e estou à espera que deem essas explicações. E também que me expliquem porque é que só deixaram ficar 60 mil litros de reserva, o que não pode acontecer", acrescentou.
Na terça-feira, numa resposta por escrito à Lusa, a Galp indicou que o combustível saiu da refinaria de Sines "devidamente certificado à data da expedição", mas os indícios disponíveis apontavam para uma ocorrência operacional na cadeia logística, "possivelmente associada a operações de descarga do produto por via marítima".
A petrolífera revelou também que estava em curso "o apuramento das circunstâncias concretas", acrescentando que ativou de imediato os procedimentos internos de investigação para apurar as causas da ocorrência e adotou medidas para substituir o produto.
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