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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Água da rede em Vila Franca do Campo já pode ser consumida desde que previamente fervida

Água tem estado imprópria para consumo desde terça-feira, devido a uma derrocada que atingiu a nascente do Galego.

06 de fevereiro de 2026 às 18:13

A água da rede pública de cinco freguesias de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, nos Açores, não apresenta contaminação bacteriológica, mas o município aconselha que seja fervida antes de consumida por precaução.

Nas "zonas altas" das freguesias de São Pedro e São Miguel (a norte da Avenida da Liberdade e da Rua Teófilo Braga) e das freguesias de Ribeira Seca, Ribeira das Tainhas e Ponta Garça, a água tem estado imprópria para consumo desde terça-feira, devido a uma derrocada que atingiu a nascente do Galego.

A Câmara Municipal de Vila Franca do Campo publicou esta sexta-feira um edital, assinado pela presidente Graça Melo, a informar que as análises efetuadas à água não apresentaram contaminação bacteriológica.

No entanto, segundo a nota, "atendendo a que os serviços camarários ainda se encontram a efetuar trabalhos de limpeza e manutenção na rede e, de acordo com as indicações da Delegada de Saúde de Vila Franca do Campo, aconselha-se a população a ferver a água antes de [a] consumir e na confeção de alimentos, até novas indicações".

"As análises feitas há 48 horas estão boas. Contudo, como ainda estão a ser executados trabalhos na rede pública, de limpeza e de manutenção, o Serviço de Proteção Civil Municipal e a delegada de Saúde de Vila Franca do Campo entendem que se deve aconselhar a população a ferver a água antes de a consumir e também na confeção de alimentos", adiantou a autarca socialista à agência Lusa.

Ainda de acordo com a presidente da autarquia, foi esta sexta-feira realizada uma nova recolha de água para análise e os resultados serão conhecidos na segunda-feira.

Também na segunda-feira "vai ser feita uma nova visita ao local, à nascente do Galego, por entidades envolvidas no projeto LIFE Climaz", uma iniciativa focada em implementar medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

Graça Melo explicou ainda que esteve esta sexta-feira na nascente do Galego com elementos da Secretaria Regional do Ambiente para avaliação dos danos e da área circundante, tendo decorrido, posteriormente, uma reunião para "encontrar possíveis soluções para a situação".

A autarca adiantou à Lusa que as eventuais soluções passarão "por um estudo geológico e geotécnico da área e também pela reconstrução do edifício de proteção à nascente".

Entretanto, como a água da rede pública já pode ser consumida, embora fervida por precaução, a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo disse que o serviço que foi adjudicado aos Bombeiros Voluntários para distribuição de água pelas freguesias abrangidas é dado por "terminado hoje".

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