DGS retifica número de internamentos por coronavírus: Há 421 hospitalizados, menos 54 do que dados iniciais.
Há menos 24 pessoas internadas. Número de casos Cuidados Intensivos mantém-se
Portugal regista esta sexta-feira mais 10 mortos por coronavírus, elevando assim o número total de vítimas totais para 1465.
Em 24 horas foram contabilizados mais 377 novos casos, aumentando o número de infetados para 33969.
203 pessoas recuperaram da doenças desde esta quinta-feira, elevando o número de recuperados para 20526.
Ao final da tarde desta sexta-feira, a DGS veio retificar os números do Boletim. Contrariamente ao que inicialmente tinha sido avançado, há421 pessoas, havendo 58 internamentos em Unidades de Cuidados de Intensivos, e não 475 e 64, como inicialmente figurava no relatório.
Na habitual conferência de imprensa, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales anunciou que assinou um despacho a autorizar a mobilidade de médicos e enfermeiros para a região do Algarve devido à aproximação do verão.
A diretora-geral da saúde, Graça Freitas, deixou um apelo aos portugueses para que tenham cautelas e sigam as medidas de higiene, nomeadamente a distância física, nas próximas semanas e meses de férias. "Gostávamos que tivesse desaparecido, mas o vírus ainda não desapareceu", relembrou Graça Freitas.
A diretora-geral da saúde revelou que Lisboa apresenta uma tendência "estável", mas continua a preocupar devido ao elevado número de casos. Graça Freitas anunciou que a região de Lisboa e Vale do Tejo concentra 89% de todos os casos.
"A situação em LVT tem sido acompanhada com muita atenção, porque de facto as outras regiões apresentaram uma tendência decrescente, até acentuada, e Lisboa uma tendência estável, mas com números de incidência relativamente elevados em relação ao restante país. Por isso é que em Lisboa temos focado a nossa atenção", disse Graça Freitas.
Segundo a diretora-geral da Saúde, tem sido dada "uma atenção enorme" ao serem testados "milhares de pessoas".
Graça Freita sublinhou que esta testagem "tem o grande objetivo de identificar os casos positivos que não estejam sintomáticos" e retirá-los do convívio habitual para os isolar, evitando que "as cadeias de transmissão se continuem a verificar".
Além da testagem, Graça Freitas destacou também a "grande intervenção" das autoridades de saúde, autarquias, segurança social e forças policiais que têm "assegurado e garantido" que as pessoas cumpram o isolamento.
A mesma responsável frisou ainda que se trata de um "esforço comunitário muito importante para conseguir que a situação em Lisboa estabilize, comece a descer e acompanhe a do resto do país".
"Quem está doente não deve circular, deve ficar em casa. Não é a questão de ir para Lisboa ou para outros lados. Nem deve ir para a casa ao lado", relembrou Graça Freitas sobre os testes positivos de Covid-19, apelando para que estes doentes fiquem isolados.
Na intervenção inicial da conferência de imprensa, o secretário de Estado da Saúde revelou que já foram feitas cerca de 13.500 colheitas para diagnóstico da covid-19 pelo INEM em empresas da Grande Lisboa e na Azambuja.
António Lacerda Sales avançou que na quinta-feira foram realizadas 5.000 colheitas.
A estratégia continua a ser "identificar, testar e isolar estes focos", acrescentou.
O secretário de Estado foi questionado sobre o aumento do número de internados com covid-19 nos hospitais Beatriz Ângelo, em Loures, e Amadora-Sintra e com o facto de doentes estarem a ser transferidos destas unidades de saúde para outros hospitais devido à falta de camas nos cuidados intensivos.
"Temos uma rede de capacidade ventilação nos hospitais com suficiente expansibilidade para fazer face às necessidades que vierem a surgir", respondeu, sublinhando que preocupação "é agora centrada na região de LVT".
António Lacerda Sales deu ainda conta que a taxa de ocupação de camas nos hospitais portugueses é atualmente de 62%, dos quais entre 16 a 20 % é por covid-19.
Situação do futebol avaliada ao longo do tempo
O regresso do público aos estádios nos jogos da I Liga de futebol dependerá do comportamento dos adeptos nas próximas semanas, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
"No futebol, temos que continuar a acompanhar a situação. Como se estão a portar, se o comportamento dos adeptos vai no sentido de se poder avançar para a abertura ou não [dos estádios]. O comportamento das pessoas difere de contexto para contexto. Temos sempre feito avaliação do risco e é perante isso que recomendamos medidas. Mas, ainda não sabemos se nas próximas semanas vão ser abertos os estádios", disse Graça Freitas.
"Não sei responder se vão estar criadas condições nas próximas semanas ou não para que se mude o parecer sobre o futebol. Temos que ver. Só agora começámos. Vamos no segundo dia de jogos. Temos que esperar um bocadinho para ver se corre bem", acrescentou.
Na quarta-feira, após quase três meses de paragem devido à covid-19, a I Liga regressou para disputar as 10 jornadas em falta até ao final do campeonato, para já com todos os jogos à porta fechada.
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