83% dos novos casos de infeção registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.
83% dos novos casos de coronavírus são na região de Lisboa e Vale do Tejo
O número de novos casos e de mortes por coronavírus continua a aumentar em Portugal. Esta segunda-feira registaram-se mais dois óbitos e 306 infetados de acordo com o boletim diário da DGS. No total, já morreram 831 mulheres e 831 homens vítimas de
O número de novos casos e de mortes por coronavírus continua a aumentar em Portugal. Esta segunda-feira registaram-se mais dois óbitos e 306 infetados de acordo com o boletim diário da DGS. No total, já morreram 831 mulheres e 831 homens vítimas de covid-19. 254 dos infetados de hoje são da Região de Lisboa e Vale do Tejo o que corresponde a 83% dos casos de infeção registados nas últimas 24 horas. O total de óbitos por covid-19 no nosso país é agora de 1662 e o total de casos confirmados de infeção é de 46818. O número de recuperados aumentou em 158 ns últimas 24 horas, contabilizando agora 31065 doentes recuperados da infeção pelo novo coronavírus. 1291 pessoas aguardam resultado laboratorial.
Nas últimas 24 horas foi registado um aumento no número de internados: 467 utentes (mais 5) – dos quais 63 estão em cuidados intensivos (UCI).
A atualização dos casos por concelho vai ser realizada no dia 14 de julho, devido ao enviesamento presente nos relatórios.
A caracterização clínica dos doentes dá conta que a tosse é o sintoma mais frequente (36%), seguindo-se a febre (28%), as dores musculares (21%), a cefaleia (20%), a fraqueza generalizada (14%) e a dificuldade respiratória (10%).
Na conferência de imprensa, António Lacerda Sales, secretário de estado da Saúde, explicou que a taxa de letalidade do coronavírus está nos 3,5%, 16,6% nos doentes acima dos 65 anos.
Sobre a questão dos focos de contágio em lares, explicou que "emos actualmente, 5,5% das estruturas resideneciais para idosos com casos de funcionários e utentes infetados", mas referiu que estão "numa tendência de decréscimo".
"Este vírus não tira férias e a sua propagação não anda ao sabor das estações do ano", referiu António Lacerda Sales
Ainda, informou-se que o sistema de recolha de dados epidemiológicos estão a ser sujeitos a atualizações, para redução do tempo de produção do boletim da DGS e para evitar eventuais erros de contagem.
O presidente da SPMS explicou que estão a procurar-se soluções de integração entre SIVAV Lab e SINAV Med, que já estão em testes e cujo resultado final será apresentado "muito brevemente"
DGS deixa conselhos para semana de muito calor
Numa altura em que, esta semana, os termómetros vão andar acima dos 30º em todo o país, Graça Freitas, Diretora-Geral de Saúde, deixou conselhos específicos para lidar com as altas temperaturas.
"Como sabem estas circunstâncias estão associadas a maior mortalidade", afirmou, chamando a atenção para "crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas doentes", como grupos que têm que ter maiores cuidados.
"Beber águas, tisanas ou sumos de fruta natural, sem açucar, evitar consumo de bebidas alcoólicas. Fazer refeições frias, leves e várias vezes ao dia, utilizar roupa larga, usar chapéu e óculos de sol" foram alguns conselhos deixados pela DGS
Graça Freitas recomendou que se fique, "duas ou três horas por dia" em espaços frescos para ajudar o corpo a regular a temperatura e evitar esforços físicos nas horas de maior calor.
"Os doentes devem ter medicação em dia e as doenças de base controladas, para que calor não as descompense", aconselhou a DGS. "Na dúvida procure as linhas de apoio, 112 ou SNS 24 (808 24 24 24)", terminou Graça Freitas.
Oito em cada dez profissionais de saúde infectados recuperaram
O secretário de Estado da Saúde sublinhou o reforço de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) desde que surgiram os primeiros casos em Portugal, no início de março: As unidades de saúde contam agora com "mais 3.900 profissionais de saúde".
Outro dos assuntos abordados hoje foi a situação nos lares: os casos de utentes e funcionários infetados continua a diminuir, segundo Lacerda Sales, que disse existirem casos registados apenas em 5,5% das estruturas residenciais para idosos, o que corresponde a 153 lares.
Mantêm-se a "tendência de decréscimo", afirmou o secretário de Estado, sublinhando que o MS "não desiste de proteger os mais vulneráveis".
Desde o aparecimento dos primeiros casos de covid-19 em Portugal, no início de março, mais de 6.600 doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde foram transferidos para Unidades de Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, sublinhou António Lacerda Sales.
Além destas transferências, o secretário de Estado observou ainda que, desde 9 de março, foram encontradas "620 respostas sociais que permitiram libertar camas hospitalares".
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