85% dos novos casos de infeção em Lisboa e Vale do Tejo.
Dos 402 novos casos de coronavírus, 342 são na região de Lisboa e Vale do Tejo. Veja os dados atualizados do dia
Segundo o boletim epidemiológico da DGS desta sexta-feira, Portugal registou mais duas mortes por coronavírus e contam-se mais 402 infetados nas últimas 24 horas.
O total de óbitos por covid-19 no nosso país é agora de 1646 e o total de casos confirmados de infeção é de 45679.
O número de recuperados aumentou em 301, contando-se agora 30305 doentes recuperados da infeção pelo novo coronavírus.
Importa referir que, do total de infetados nas últimas 24 horas, 342 (85%) dizem respeito a casos de coronavírus identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Durante a conferência de imprensa desta sexta-feira, a ministra da sáude, Marta Temido anunciou que a taxa de letalidade mantém-se nos 3,6%. 66,4% são casos recuperados, 28,9% são doentes em casa e 1,1% estão em hospital.
Nas últimas 24 horas foi registado um decréscimo no número de internados. 471 utentes (menos 16) – dos quais 66 estão em cuidados intensivos (UCI). Do total de internados, 401 estão na Região de Lisboa de Vale do Tejo e 54 em UCI.
A DGS informou que vai actualizar os boletins sobre a Covid-19, regularizar a situação de ausência de notificação laboratorial em falta no boletim de 3 julho - 207 notificações no sistema SINAV cuja distribuição será agora corrigida.
A atualização dos casos por concelho vai ser realizada por concelho no dia 14 de julho devido ao enviesamento presente nos relatórios.
Sobre os casos, Graça Freitas sublinhou que existem pequenas discrepâncias diárias "que não são graves".
Portugal com 161 surtos ativos, maioria em Lisboa e Vale do Tejo
Portugal tem 161 surtos de covid ativos, dos quais 107 na região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo o risco de transmissibilidade (RT) subido na última semana para um, disse hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.
"Estão 27 surtos ativos no norte, 10 no centro, 107 na região Lisboa e Vale do Tejo, um número compatível com o que é a incidência da doença, cinco no Alentejo e 12 no Algarve", afirmou a ministra, durante a habitual conferência de imprensa de atualização de informações sobre a covid-19.
A situação epidemiológica do país, adiantou, "permanece marcada pela força do impacto dos números da região de Lisboa e Vale do Tejo, concretamente na zona norte da área metropolitana de Lisboa e em 19 freguesias", onde se registam mais casos de infetados com o novo coronavírus.
Tendo por base a análise da taxa de incidência dos últimos 14 dias, Marta Temido considerou que "essa evolução mostra uma certa constância, com uma ligeira redução em alguns concelhos e freguesias ou pelo menos com alguma alteração nessa mesma incidência".
De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o risco de transmissibilidade (RT), o número médio de casos secundários resultantes de uma pessoa infetada, "subiu ligeiramente", no período entre 03 e 07 de julho, situando-se em um.
O mais elevado RT concentra-se na região norte (1,12), seguida pela região centro (1,06), pela região de Lisboa e Vale do Tejo (0,98), Alentejo (0,95) e Algarve, cujo risco de contágio se situa em 0,81.
"Este valor nacional (um) indica, mais uma vez, que o número de novos casos a cada geração é aproximadamente constante o que mostra a necessidade de continuar a trabalhar", frisou a ministra.
1,3 milhões de testes à Covid-19
Portugal realizou desde março cerca de 1,3 milhões de testes à covid-19, revelou a ministra da Saúde, frisando que esta é uma estratégia "intensiva e alargada" da qual o Governo se compromete "a não abdicar".
"Portugal permanece o quinto país da União Europeia que mais testes realiza. Essa é uma informação pública. Realizamos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, desde 01 de março até ontem [quinta-feira] mais de um milhão e 316 mil testes", disse Marta Temido.
De acordo com a governante, a percentagem de testes realizada em março foi de 6,1%, número que subiu para 26,4% em abril, enquanto em maio se registou na ordem dos 30,2% e em junho nos 26,8%. No presente mês, com dados atualizados a quinta-feira, a percentagem é de 8,5%.
Casos em lares e rede de Cuidados Continuados Integrados
Relativamente à situação dos lares, Marta Temido anunciou que a "situação da estrutura para idosos mostra de facto que a letalidade é elevada para aquilo que foram os óbitos registados no País, mas é um padrão europeu".
Em termos de óbitos acumulados nestas instituições, são já 628, distribuídos da seguinte forma: 296 na Região Norte, 143 no Centro, 168 em LVT, 16 no Alentejo e 5 no Algarve. A ministra da Saúde acrescentou que a região Norte é a que regista mais óbitos em utentes que estavam institucionalizados.
Segundo a ministra da saúde, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados não regista nenhum óbito devido à Covid-19 desde meados de abril.
"No outono/inverno teremos a confluência provável entre os vírus tradicionais e o novo SARS-COV2", relembrou Marta Temido, sublinhando a importância da identificação precoce de suspeitos, através do isolamento e da realização de testes.
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