Protesto quer chamar a atenção para o"estado de degradação dos estabelecimentos escolares".
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Alunos, pais e professores da escola Secundária da Portela e da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia, em Loures, manifestam-se na terça feira para reivindicar "obras urgentes", alertando para o "estado de degradação daqueles estabelecimentos escolares".
A ação de protesto vai decorrer a partir das 09h45, junto ao portão da secundária da Portela.
Em declarações à agência Lusa, André Julião, encarregado de educação e um dos organizadores desta ação, explicou que "aquilo que se pretende é dar um grito de revolta contra o estado de degradação da escola secundária da Portela e da Escola Básica 2,3 Gaspar Correia, onde estudam cerca de 1.900 alunos".
"É deplorável! Estamos a falar de um conjunto muito grande de deficiências a carecerem de urgente resolução. Temos problemas de infiltração, chove dentro das salas e do pavilhão de ginástica, não existe aquecimento, o revestimento da cobertura dos pavilhões é feito em fibrocimento, que contém amianto. Enfim, é um rol de problemas que colocam em causa a saúde e a segurança destes alunos" apontou.
De forma simbólica, os manifestantes utilizarão durante o protesto uma peça de roupa preta e serão ainda colocadas faixas negras nas fachadas das escolas.
Por seu turno, em declarações à Lusa, a diretora do Agrupamento de Escolas da Portela, Marina Simão, manifestou-se bastante "desgostosa" com a situação a que os dois equipamentos chegaram, responsabilizando o Ministério da Educação e a Câmara Municipal de Loures (distrito de Lisboa).
"Em 2010, estas duas escolas faziam parte de uma lista elaborada pelo Governo como prioritárias para intervir no âmbito do Parque Escolar. Contudo, isso nunca aconteceu e elas desapareceram dessa lista", apontou, acrescentando que o agrupamento se sente abandonado.
Entretanto, durante a tarde de hoje, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares e a diretora do Agrupamento estiveram reunidos para debater o estado de degradação dos dois equipamentos escolares e o autarca anunciou que irá levar a cabo uma intervenção no pavilhão da escola Secundária e que "mandará a fatura para o Ministério da Educação".
"A reunião que tivemos hoje serviu para esclarecer a senhora diretora que a responsabilidade da manutenção do pavilhão não é da Câmara de Loures, ao contrário daquilo que se tem dito, mas que, apesar de não o ser, a Câmara vai chegar-se à frente e intervir no pavilhão, mandado depois a fatura dos trabalhos ao ministério", sublinhou à Lusa Bernardino Soares.
O autarca não perspetivou qual será o valor da intervenção, nem os prazos de execução das obras.
"Vamos continuar a reivindicar por uma resolução destes problemas que afetam estas e outras escolas do concelho. Que sirva de alerta para o processo de descentralização que se pretende fazer", sublinhou.
Numa resposta escrita, enviada à Lusa, fonte do Ministério da Educação referiu que a Escola Básica Gaspar Correia "teve um investimento de cerca de 70 mil euros no ano passado, para responder às necessidades mais prementes" e que a escola Secundária da Portela "terá um investimento de cerca de 100 mil euros previsto para este ano.
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