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ANMP promete defesa das autarquias açorianas na revisão da Lei de Finanças Locais

Pedro Pimpão destacou que os municípios dos Açores "têm um contexto de insularidade", o que lhes dá um contexto "completamente diferente" do dos municípios de Portugal continental.

16 de abril de 2026 às 15:52

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) assegurou esta quinta-feira que vai empenhar-se "de forma ativa" na defesa dos interesses das autarquias, com "particular incidência" dos municípios dos Açores, na Lei de Finanças Locais (LFL).

Pedro Pimpão destacou que os municípios dos Açores "têm um contexto de insularidade", o que lhes dá um contexto "completamente diferente" do dos municípios de Portugal continental.

A ANMP reuniu hoje, em Ponta Delgada, com os municípios da Região Autónoma dos Açores, para se inteirar das suas pretensões, com Pedro Pimpão a defender que "há um princípio de coesão territorial que deve ser promovido com a LFL".

Pedro Pimpão defendeu que, "para os municípios que têm mais capacidade de gerar receita própria, haja esse aumento da receita própria, e os que mais dependem das transferências do Estado" devem beneficiar de "mais verba para que possam também ser competitivos e atrativos para fixarem pessoas e promover o desenvolvimento dos seus territórios".

"Nós estaremos ao lado dos municípios da Região Autónoma dos Açores no sentido de verem concretizadas nesta revisão da LFL as suas pretensões relativamente ao reforço do financiamento dos municípios desta região", afirmou.

Pedro Pimpão disse entender que "o país tem uma oportunidade para efetuar uma revisão da LFL que corresponda ao reforço dos recursos dos municípios", que "têm assumido uma responsabilidade gigante no desenvolvimento dos seus territórios e promoção da qualidade de vida e bem-estar dos seus cidadãos".

O responsável afirmou que se pretende que o poder local seja equiparado, ao nível da União Europeia, no que concerne à participação das autarquias nas receitas da administração central.

Exemplificou que, "hoje, os municípios são responsáveis por 13% da receita do perímetro geral da administração, quando a média da UE é de 17%", sendo que "na última década, diminuiu-se mais de 50% da dívida dos municípios" e estes foram responsáveis "por cerca de 40% do investimento público".

O presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA), Carlos Ferreira, por seu turno, manifestou o seu agrado pelo facto de o representante da ANMP, quando foi ouvido em sede de comissão parlamentar na região, "ter acompanhado as pretensões dos municípios da região no sentido de haver uma discriminação positiva para as autarquias das regiões ultraperiféricas fruto da especificidade geográfica, insularidade e fragmentação territorial", a par dos "sobrecustos permanentes".

A 26 de janeiro, a Assembleia Legislativa dos Açores defendeu a revisão da LFL para implementar uma "diferenciação positiva" para as autarquias da região e criar um "fundo de compensação da insularidade".

Na apresentação das conclusões do grupo de trabalho criado pelo parlamento açoriano para propor alterações ao regime de financiamento das autarquias, a coordenadora do grupo, Sabrina Furtado (PSD), revelou que os deputados defendem que as transferências do Estado devem "ter em conta a natureza específica" das autarquias das regiões autónomas.

"A revisão da Lei de Finanças Locais deve assegurar uma diferenciação positiva nas autarquias locais situadas na Região Autónoma dos Açores, pois o exercício das atribuições e competências das autarquias locais nas regiões autónomas está sujeito a condicionantes decorrentes da insularidade e da dupla insularidade", afirmou.

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