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Correio da Manhã

Sociedade
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Antecipação de colocação de professores é "dia histórico"

Listas de colocação foram conhecidas esta sexta-feira, cerca de um mês antes do início do ano letivo.
Lusa 16 de Agosto de 2019 às 16:49
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A Associação Nacional dos Professores Contratados congratulou-se esta sexta-feira com a "antecipação na colocação de docentes", considerando que é "um dia histórico" que acaba com a "longa espera pela publicação das listas de colocação".

Num comunicado esta sexta-feira divulgado, a associação que representa os professores contratados saúda o Ministério da Educação por ter "quebrado com um preconceito duradouro, que sempre apontou para a impossibilidade de ser concretizada esta antecipação na colocação de docentes".

A antecipação da publicação das listas de colocação permite, segundo a associação, uma "profunda redução das ultrapassagens nos concursos de professores", bem como a promoção de "estabilidade no sistema educativo, na vida das escolas e dos alunos", através de uma "colocação atempada de todos os professores necessários" para o ano letivo 2019/2020.

Apesar de destacar como positivo que cerca de 8.000 professores tenham ficado vinculados aos quadros nos últimos quatro anos, a Associação de Professores Contratados entende que é preciso ir mais longe no combate à "precariedade laboral permanente de professores".

"Após a análise das listas de colocação de professores contratados hoje publicadas é ainda visível que continuam a ser contratados docentes com muitos anos de serviço em escolas diretamente tuteladas pelo Ministério de Educação", recorda o comunicado.

As listas de colocação foram conhecidas esta sexta-feira, cerca de um mês antes do início do ano letivo.

Cerca de 24 mil professores ficaram esta sexta-feira colocados nas escolas públicas portuguesas para o ano letivo 2019/2020, sendo 13 mil deles no mesmo estabelecimento em que estavam no ano anterior.

Segundo o Ministério da Educação, cerca de 300 professores ficaram em "ausência de componente letiva", ou seja, sem horário atribuído, mas terão prioridade nas "reservas de recrutamento".

O Governo indica que os 300 docentes nesta situação representam "um valor significativamente baixo quando comparado com anos anteriores".

As listas de colocação esta sexta-feira publicadas referem-se à colocação de docentes de quadro, bem como à colocação inicial de professores contratados.

"Na mobilidade interna foram distribuídos mais de 1.700 horários completos e cerca de 400 horários incompletos. Todos os restantes cerca de 13 mil docentes mantiveram a colocação nas escolas onde estiveram no ano letivo anterior", refere o comunicado do Ministério da Educação.
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