Luís Meira referia-se ao relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) de 2025 que revelou graves falhas na gestão financeira do INEM.
O antigo presidente do INEM Luís Meira revelou esta quarta-feira que o Ministério Público junto do Tribunal de Contas excluiu quase todas as infrações financeiras que lhe tinham sido apontadas pela Inspeção-Geral de Finanças.
"Das 20 infrações financeiras apontadas, em 19 o Ministério Público junto do Tribunal de Contas entendeu não haver responsabilidade financeira. A única questão que poderia avançar para avaliação de eventuais responsabilidades financeiras -- relativa a um contrato assinado pelo presidente sem ter registo do cabimento [orçamental]", disse o responsável.
Mesmo essa questão, acrescentou Luís Meira, que presidiu ao INEM entre outubro de 2015 e julho de 2024, "é relativa a um contrato que foi visado em tempo pelo Tribunal de Contas, que não levantou qualquer irregularidade".
"Provavelmente, se avançasse para tribunal, mesmo esta infração eventualmente iria cair", disse o responsável, que fala aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito do INEM.
O antigo presidente do INEM referia-se ao relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) de 2025 que revelou graves falhas na gestão financeira do INEM, entre elas mais de 75 mil documentos de pagamentos a bombeiros por validar.
A auditoria, referente ao período 2021-2024, referiu ainda prejuízos para o Estado e reforçou a necessidade de reestruturação do instituto, apontando ineficiências operacionais e de recursos
No início da audição, confrontado pelo deputado do Chega Pedro Frazão sobre as falhas do INEM durante o período em que dirigiu o instituto, Luis Meira lembrou que "não há nenhum sistema que garanta 100% de eficácia" e reiterou: "com as condições que o INEM tem, o que continua a fazer é motivo de grande orgulho".
Sobre o período em que dirigiu o INEM, disse ter feito "o que era possível, da maneira que era possível, sempre tendo em consideração o interesse público".
"Todos os dias me continuo a deitar de consciência muito tranquila", acrescentou.
O responsável foi igualmente questionado sobre a verba que o INEM teve de devolver, tendo Luís Meira explicado que havia uma norma do Orçamento do Estado que obrigava o INEM a entregar o saldo de gerência à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e que outros 90 milhões de euros foram transferidos no âmbito do combate à pandemia e serviram para garantir a reserva estratégica de equipamentos de proteção individual e para ventiladores.
"Podemos questionar se o governo tinha mandato para tal, eu acho que sim, pois tinha uma autorização legislativa no âmbito da covid para isso", afirmou.
Sobre os títulos de dívida pública subscritos, Luís Meira disse que foi a forma encontrada para não ter de devolver toda a verba não gasta.
"Não foram adquiridos por nenhuma orientação da tutela, nem de nenhum ministro das Finanças. Foram subscritos com o objetivo de não engrossarem o montante que o INEM tinha de entregar à ACSS", explicou, acrescentando: "parte do que era saldo de gerência era investido para ser reconvertido em dinheiro para o orçamento [do ano seguinte] de despesa do INEM".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.