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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

APAV ajudou 100 pessoas em 2021 na sequência de 56 crimes de homicídio

No que diz respeito ao homicídio consumado, foram apoiados 44 utentes do sexo feminino e 25 utentes do sexo masculino.

24 de maio de 2022 às 11:17

Cem pessoas recorreram à APAV em 2021 na sequência de 56 crimes de homicídio, um apoio que já chegou a 823 pessoas desde que foi criada a rede para familiares e Amigos de vítimas de homicídio em 2013.

De acordo com os dados mais recentes da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), divulgados esta terça-feira, no ano passado 100 pessoas tiveram a ajuda da Rede de Apoio a Familiares e Amigos/as de Vítimas de Homicídio e de Terrorismo (RAFAVHT), entre 31 por casos de homicídios na forma tentada e 69 relacionadas com casos de homicídio consumado.

Por outro lado, durante 2021 foram feitos 701 atendimentos para apoio já que o trabalho da rede é de continuidade e no ano passado continuaram a ser ajudados casos que transitaram de outros anos.

No total dos nove anos, a APAV acompanhou 823 pessoas, entre 357 por homicídios na forma tentada e outros 466 por homicídios consumados.

"A maioria dos utentes que beneficiou, em 2021, do apoio prestado pela RAFAVHT é do sexo feminino, num total de 59 utentes. Relativamente aos utentes do sexo masculino, a RAFAVHT apoiou 41 utentes", lê-se no relatório.

No que diz respeito ao homicídio consumado, foram apoiados 44 utentes do sexo feminino e 25 utentes do sexo masculino, enquanto por causa dos homicídios na forma tentada o apoio estendeu-se a 15 utentes do sexo feminino e 16 utentes do sexo masculino.

"Quanto aos utentes que beneficiam do apoio da RAFAVHT na sequência de homicídio consumado, verifica-se que na maioria das situações, o apoio é maioritariamente dirigido aos (39,1%) das vítimas de homicídio, mas também, de forma expressiva, a pais (14,5%) e outros familiares (29%) revelando assim que o apoio foi, maioritariamente, prestado a familiares diretos das vítimas de homicídio", refere a APAV.

Em 2014, a APAV criou o Observatório de Imprensa de Crimes de Homicídio em Portugal e de Portugueses Mortos no estrangeiro, que, no ano passado, registou 84 crimes de homicídios consumados, a maior parte (24) em Lisboa, seguindo-se o Porto (11).

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