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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Associação dos Profissionais da GNR pede ao MAI para cumprir acordo assinado em 2024

Acordo assinado há quase 2 anos prevê, entre outras questões, a revisão remuneratória.

16 de março de 2026 às 17:42

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) pediu esta segunda-feira ao ministro da Administração Interna que cumpra o acordo assinado com o Governo em julho de 2024 e que prevê, entre outras questões, a revisão remuneratória.

A APG, a associação socioprofissional mais representativa dos militares da Guarda Nacional Republicana, esteve esta segunda-feira reunida pela primeira vez com Luís Neves num dia em que o ministro recebe as várias associações da GNR e sindicatos da PSP.

No final do encontro, o presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que a reunião serviu para apresentar cumprimentos ao novo ministro e dar a conhecer os problemas "mais urgentes para resolver" como o cumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024 e a questão dos cortes no cálculo da pensão de reforma.

No âmbito do acordo, em que as associações e sindicatos acusavam a anterior ministra Maria Lúcia Amaral de não o estar a cumprir, o responsável afirmou que é necessário rever o estatuto remuneratório e a avaliação.

César Nogueira sublinhou que a não revisão do estatuto remuneratório está a causar "consequência negativas" e a levar a que nos últimos anos entre 200 a 300 militares da GNR abdiquem das promoções, uma vez que ao serem promovidos ficam a ganhar o mesmo e serem obrigados a mudar de função e de local de trabalho.

"Deixa de ser promoção para ser punição", disse, indicando que isto acontece mais nas promoções de cabo a cabo chefe.

O presidente da APG afirmou que é necessário acabar com as novas regras para as reformas da GNR, que entraram em vigor este ano, e que leva a um corte nas pensões entre os 30% e 40%.

O ministro está esta segunda-feira receber pela primeira vez os sindicatos da PSP, inclusive aqueles que não têm direito a negociação com o Governo, e as associações da GNR.

Na semana passada já tinha recebido a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e o Sindicato dos Polícia Portugueses (SPP/PSP) em que também defenderam alterações regime remuneratório.

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