Ana Paula Martins referiu que "foram várias as razões" que contribuíram para esse atraso na publicação do documento e disse esperar que isso não volte a acontecer "agora para o ciclo de 2027".
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ssumiu esta terça-feira a "responsabilidade do Governo" pelo atraso na publicação do Quadro Global de Referência (QGR) do SNS para o triénio 2026-2028, que teve de ser negociado com as Finanças.
"Em primeiro lugar, naturalmente, que a responsabilidade é do Governo de não termos publicado o QGR mais cedo, como está previsto na lei do Orçamento do Estado que o consagrou", afirmou Ana Paula Martins na audição regimental no parlamento sobre a política geral do ministério, mas também sobre outros assuntos da atualidade da saúde.
Apesar de produzir efeitos a 01 de janeiro deste ano, o despacho que estabelece as orientações estratégicas e financeiras para as unidades locais de saúde (ULS) só foi publicado no início deste mês.
Em reposta ao grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, a ministra referiu que "foram várias as razões" que contribuíram para esse atraso na publicação do documento e disse esperar que isso não volte a acontecer "agora para o ciclo de 2027".
"O QGR é proposto pela Direção Executiva do SNS, tem de ser negociado entre o Ministério da Saúde e as Finanças, dentro do Governo", referiu Ana Paula Martins, que, perante as críticas de falta de ambição do documento, alegou que se trata de um quadro que, por definição, apresenta indicadores mínimos.
À estagnação prevista no QGR para a cobertura de médicos de família nos 85,3% da população até 2028, a governante contrapôs com os 87% alcançados já em agosto, mesmo admitindo que essa evolução se deveu às regiões Centro e Norte, onde a falta de especialistas de medicina geral e familiar é muito menor do que em Lisboa e Vale do Tejo.
"Não estou a defender que não poderíamos ser mais ambiciosos. Foi uma opção. Fomos mais conservadores no Excel", reconheceu a ministra.
Já nas respostas às deputadas do PS, Ana Paula Martins avançou que o adiamento da entrada em funcionamento do novo Sistema Nacional de Acesso a Consulta e Cirurgia (SINACC), que deveria arrancar em 01 de agosto, se deveu à conclusão de que não apresentava a "maturidade" operativa necessária.
Segundo adiantou, umas semanas antes, a avaliação feita pela equipa governativa chegou à conclusão de que grande parte dos hospitais não tinha a informação necessária para iniciar o processo.
Perante isso, adiantou que o novo sistema, que vai substituir o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), só vai avançar quando o ministério tiver a "certeza de que estão minimizados os erros sob ponto de vista digital e operacional".
Ana Paula Martins referiu-se também à necessidade de uma reforma do Ministério da Saúde, alegando que é preciso simplificar, desburocratizar e tirar níveis de decisão.
"Há duplicações. Alguns serviços terão de trabalhar em conjunto e mais juntos do que trabalham hoje", defendeu a ministra.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.