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Correio da Manhã

Sociedade
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Balões da noite de São João fecham aeroporto do Porto por três horas

ANAC avisa que fecho do aeroporto Francisco Sá Carneiro vai afetar 24 voos.
Lusa 16 de Junho de 2017 às 14:05
Balões de São João
Amândia Queirós
Balões de ar quente põe em causa segurança do aeroporto Francisco Sá Carneiro, diz a ANAC
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
Balões de São João
Amândia Queirós
Balões de ar quente põe em causa segurança do aeroporto Francisco Sá Carneiro, diz a ANAC
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
Balões de São João
Amândia Queirós
Balões de ar quente põe em causa segurança do aeroporto Francisco Sá Carneiro, diz a ANAC
Aeroporto Francisco Sá Carneiro
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) anucia o encerramento do Aeroporto do Porto durante mais de três horas na noite de S. João por "segurança operacional", adiantando que solicitou prolongamento noturno dos voos afetados pela decisão.

A operação no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, vai estar encerrada entre as 21h45 do dia 23 e a 1h00 do dia 24 de junho de 2017, tendo como objetivo "a salvaguarda da segurança operacional da navegação aérea", explica em comunicado o regulador da aviação civil.

A ANAC diz que o encerramento da operação, que irá afetar seis partidas e 18 chegadas, num total de 24 voos, coincide com "o período de maior intensidade de largada dos balões de ar quente com mecha acesa", que é tradicional no S. João.

Na mesma nota, a ANAC adianta que diligenciou "junto da Agência Portuguesa do Ambiente, a possibilidade de o aeroporto Francisco Sá Carneiro ser operado durante o período noturno pelas aeronaves impossibilitadas de operar no período de encerramento do espaço aéreo, a fim de mitigar o impacto nos operadores aéreos desta medida, permitindo a sua operação para além número máximo de movimentos autorizados no período noturno".

Depois da RENA - Associação das Companhias Aéreas em Portugal ter criticado a "falta de planeamento da ANAC", que acusa de ter tomado a decisão numa reunião que teve lugar no dia 12 de junho, "a meros 12 dias do evento, quando é referido na própria ata da reunião que os factos que levaram a esta decisão são conhecidos desde 2015 e 2016", a ANAC explica que "foi tomada em concertação com os municípios envolventes à respetiva infraestrutura aeroportuária, designadamente, municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Gondomar, Matosinhos e Vila do Conde, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, a ANA - Aeroportos de Portugal e a NAV Portugal".

"Como resultado destas ações foi identificado que não é possível, por parte dos municípios, controlar ou impedir este tipo de atividade durante as festas de S. João, e que as referidas largadas de balões são efetuadas de forma não organizada pela população em geral, atingindo milhares de unidades, e constituem um perigo para a navegação aérea que importa acautelar", acrescentou.
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