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Correio da Manhã

Sociedade
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Bispo do Porto defende fim do trabalho ao domingo

D. Manuel Linda considera que supermercados e centros comerciais deveriam encerrar.
Manuel Jorge Bento 22 de Abril de 2019 às 01:30
D. Manuel Linda presidiu à missa de celebração da Páscoa, que foi realizada na Sé do Porto
Bispo de Viana fez visita pascal
Papa Francisco
D. Manuel Clemente na Sé de Lisboa
D. Manuel Linda presidiu à missa de celebração da Páscoa, que foi realizada na Sé do Porto
Bispo de Viana fez visita pascal
Papa Francisco
D. Manuel Clemente na Sé de Lisboa
D. Manuel Linda presidiu à missa de celebração da Páscoa, que foi realizada na Sé do Porto
Bispo de Viana fez visita pascal
Papa Francisco
D. Manuel Clemente na Sé de Lisboa
A abertura de supermercados e centros comerciais aos domingos são a "expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico" e um exemplo do "novo esclavagismo" laboral.

É o que considera o bispo do Porto, D. Manuel Linda, que este domingo, na homilia da missa de Páscoa, na Sé da Invicta, defendeu o fim do trabalho ao domingo, em defesa da vida familiar. O responsável católico alertou ainda para os "graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares" provocada pela "morte do domingo".

Para o bispo do Porto, o "esclavagismo da laboração contínua, legalmente imposta pelos novos senhores do Mundo que dominam a economia e, por esta, os governos", é sinal de uma "civilização fria, sem alma, individualista", que perdeu as marcas da herança cristã e da "cultura ocidental humanista".

Já na sexta-feira, na homilia da Paixão do Senhor, D. Manuel Linda tinha sido muito crítico relativamente à dor provocada propositadamente.

"Anti-humano, animalesco, diabólico é um certo sadismo que se está a apoderar da sociedade contemporânea, que sente prazer em gerar vítimas, em espezinhar o outro na sua dignidade e direito à boa fama, seja por intermédio das maiores baixezas e das críticas mais soezes, seja pelas ‘fake news intencionais’".

"Páscoa é vir ao encontro da minha gente"
"A palavra que define o Papa Francisco é ‘sair’ e é isso que estou a fazer, sair de casa, sair do conforto e vir ao encontro da minha gente. É este o verdadeiro significado da Páscoa". Quem o diz é D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo, que este domingo integrou o compasso pascal nas paróquias de Labrujó e Vilar do Monte, em Ponte de Lima. Esta segunda-feira volta à caminhada, desta vez na paróquia de Rendufe.

Sempre bem-humorado, D. Anacleto percorreu vários quilómetros, conversou com as famílias e não disse que não às iguarias minhotas.

Papa contra a frieza e indiferença
O papa apelou este domingo, na Missa de Domingo de Páscoa, para que os fiéis sejam "construtores de pontes, não de muros". Num apelo contra a frieza e a indiferença de quem ignora os conflitos e injustiças, Francisco evocou a crise na Venezuela e a sua população "privada das condições mínimas para uma vida digna e segura".

Superação da morte dá esperança em período pascal
Para o cardeal-patriarca de Lisboa, a mensagem da Páscoa é a da superação da morte. "Quando mesmo na nossa Europa se sucedem profanações de igrejas, centenas em França no ano passado, e quando estas tristíssimas realidades nos poderiam desanimar e tolher, os cristãos continuam a entrever, por entre os sinais da morte, a presença de Cristo, que a venceu", afirmou este domingo D. Manuel Clemente, durante a homilia pascal, na Sé de Lisboa.
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