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Bispos puxam orelhas a padres

Arcebispo exige que padres sejam sacerdotes a tempo inteiro.

25 de março de 2016 às 01:00

No dia em que a Igreja Católica assinala a instituição da Eucaristia e celebra a graça sacerdotal, os bispos portugueses foram duros nos recados que deixaram aos padres portugueses.

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, foi o mais contundente e responsabilizou os sacerdotes pelo êxodo de fiéis das igrejas. "Lamentamos a fuga das pessoas da Igreja, mas esquecemos que fomos nós a abandoná-las", disse o prelado, numa atitude de mea-culpa que pediu a todos os sacerdotes.

Lembrando que "o altar não pode ser o único lugar para mostrar a proximidade" e que muitos sacerdotes se fecham "nos espaços sacros", o arcebispo pretende um sacerdócio exercido a tempo inteiro. "O sacerdócio exige a totalidade de tempo e ânimo", disse.

O cardeal-patriarca de Lisboa lembrou "as multidões que batem às portas da Europa" e alertou para o facto de "a desagregação sociocultural que vivemos" conduzir ao aborto e à eutanásia. Mas não esqueceu os sacerdotes e desafiou-os a "ter um coração pobre para chegar aos pobres".

D. António Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, realçou a importância de o padre ser exemplar nos seus atos, sublinhando que a forma como os sacerdotes vivem e o que representam "não é indiferente" aos fiéis.

Já o bispo da Guarda, D. Manuel Felício, sublinhou a importância de os sacerdotes terem "uma atitude de proximidade às comunidades que lhes estão confiadas". E o prelado de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, alertou para o facto de os sacerdotes realizarem "formação permanente".

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