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Cabe às autarquias reportar prejuízos do mau tempo nos quartéis de bombeiros

Dezassete corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm os quartéis danificados devido ao mau tempo.

23 de fevereiro de 2026 às 18:53

O coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, disse esta segunda-feira à agência Lusa que cabe às câmaras municipais reportar os prejuízos nas corporações de bombeiros.

"No âmbito daquilo que são os levantamentos que os municípios estão a fazer, aquilo que são os seus relatórios de prejuízos que terão de ser entregues nas CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional] até dia 03 de março, deverão, no espaço que fala dos danos de coletividades, associações, onde também encaixam (...) corporações de bombeiros, sinalizar esses danos", afirmou.

Segundo Paulo Fernandes, "esses danos, em termos do que é a elegibilidade, são também elegíveis, por isso, é nesse relatório dos municípios que devem já sinalizar esses danos dos quartéis dos bombeiros".

Questionado se, sendo elegível, as associações humanitárias vão ter apoio para a reconstrução dos quartéis, Paulo Fernandes explicou que, "no seguimento do que vai ser esse levantamento todo, obviamente, deverá depois definir-se em que termos todas as tipologias de prejuízo vão ser financiadas".

"O que posso dizer é que a elegibilidade existe, tal como existe para as vias, tal como existe para a recuperação do espaço público, edifícios", entre outros, declarou.

O coordenador destacou, contudo, que não lhe cabe assumir os valores disponíveis.

"Agora, temos de perceber que os danos são de tal maneira quantiosos que não posso, neste momento, nem me cabe a mim, assumir" quais os valores que vão estar disponíveis, acrescentou.

Dezassete corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm os quartéis danificados devido ao mau tempo, sendo os casos mais graves os voluntários de Leiria e Pedrógão Grande, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

O presidente da LBP, António Nunes, avançou à Lusa, no passado dia 13, que os prejuízos estão estimados em milhões de euros, não existindo um valor exato uma vez que ainda têm de ser feitos vários estudos localmente, o que ainda não é possível porque os bombeiros estão preocupados com o socorro.

Além dos quartéis de Leiria e de Pedrógão Grande, que apresentam problemas graves e provavelmente obrigarão à construção de novas instalações, há ainda outras corporações com prejuízos elevados nos edifícios como Vieira de Leiria, Marinha Grande, Ferreira do Zêzere, Penela e Montemor-o-Velho, segundo a LBP.

A LBP indicou que estes 17 quartéis apresentam danos nas coberturas, no edificado, com destruição de salas e camaratas, danos nas antenas e também em muitas viaturas.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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