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Câmara de Coimbra reabilita 50 habitações para arrendamento acessível

Ana Abrunhosa revelou que há 800 pessoas inscritas para habitação em Coimbra, das quais 500 já foram avaliadas e validadas.

09 de outubro de 2026 às 13:11

Cerca de meia centena de apartamentos destinados a arrendamento a custos acessíveis estão a ser reabilitados na Baixa de Coimbra, revelou hoje a Câmara, que contabiliza 800 inscrições para habitação, ainda não totalmente validadas.

Segundo o vereador da Câmara de Coimbra Luís Filipe, além das três habitações na Casa das Talhas, cujos contratos de arrendamento foram hoje assinados, há mais seis apartamentos que "estão quase prontos" na rua Direita e outros tantos que "estão terminados em Vale de Figueiras".

Há ainda dois prédios -- o Teatro Sousa Bastos e um edifício na rua Câmara Pestana -- que estão em fase de concurso para elaboração do projeto.

"De habitação acessível, estão já em curso cerca de 50 apartamentos", afirmou.

À margem da sessão de assinatura de contratos de arrendamento apoiado na Casa das Talhas, a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, assinalou que as intervenções têm como foco o centro da cidade.

"O objetivo vai ser sempre no coração de Coimbra, devolver vida e a pessoas que, sem este apoio do Governo e da Câmara, era impensável viverem no coração de Coimbra", sustentou.

Ana Abrunhosa revelou que há 800 pessoas inscritas para habitação em Coimbra, das quais 500 já foram avaliadas e validadas.

A autarquia assinou hoje três contratos de arrendamento acessível de habitações construídas na Casa das Talhas, na rua Fernandes Tomás, na Baixa da cidade.

A empreitada de reabilitação do imóvel decorreu entre 2022 e 2025, com um valor de cerca de 1,76 milhões de euros, numa recuperação que conciliou a salvaguarda do património com a criação de novas condições de habitação.

A intervenção na Casa das Talhas, no âmbito do programa Reabilitar para Arrendar, permitiu criar quatro habitações, das quais três passam a ser ocupadas no âmbito do arrendamento acessível e a restante será atribuída ao antigo proprietário do edifício, ao abrigo de um acordo realizado.

Durante a sessão, Ana Abrunhosa realçou que o imóvel tem um "significado muito especial para Coimbra" e que hoje "deixa de ser um edifício histórico, um edifício recuperado, e vai passar a ser um lar".

"Para nós, preservar património não é fechá-lo. Preservar património é vivê-lo", acrescentou.

Estão ainda previstas áreas de restauração e espaço museológico na Casa das Talhas, que será o passo seguinte, segundo o vereador Luís Filipe.

A Casa das Talhas incorpora estruturas da antiga Cerca de Coimbra, como troços de muralha e de uma torre classificados como Monumento Nacional, e é abrangido pelas zonas de proteção de vários bens patrimoniais, entre os quais a Universidade de Coimbra -- Alta e Sofia, classificada como Património Mundial da UNESCO.

A estrutura arquitetónica do atual edifício terá sido construída no século XVII e o imóvel conserva testemunhos de diferentes períodos históricos, incluindo vestígios de ocupação manuelina, uma torre de provável cronologia pré-islâmica e um tanque ou reservatório de água de origem romana.

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