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Parlamento
09 de outubro de 2026 às 10:06

Primeiro-ministro no Parlamento para debate quinzenal depois da entrega da proposta do OE para 2027

O que sabemos até agora:

- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, regressa esta sexta-feira ao Parlamento para responder às perguntas dos deputados no debate quinzenal, um dia depois de o Governo ter apresentado a proposta de Orçamento do Estado para 202 e de o documento ter sido entregue na Assembleia da Republica, com a oposição a apontar ausência de medidas para combater o aumento do custo de vida, críticas que deverão ser repetidas no debate desta sexta-feira; 

- O debate quinzenal com Luís Montenegro é, desta vez, aberto pelos partidos (um formato que alterna com o arranque por parte do chefe do Governo);

- A proposta de Orçamento prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027;
Hoje às 10h48

"Não tem grande qualidade para ser primeiro-ministro": Ventura critica Montenegro e OE2027

O líder do Chega, André Ventura, começa por dizer que o problema não é Luís Montenegro "não ter grande qualidade para dançar", mas sim "não ter grande qualidade para ser primeiro-ministro". " Isso é que é pior", diz Ventura.

André Ventura mostra imagens de manchetes de jornais portugues, desta sexta-feira, sobre as medidas do Orçamento do Estado para 2027, começando pelo Correio da Manhã "Estado saca 8 milhões por hora em impostos", acrescentando que nãoe xistem "boas notícias" sobre o OE2027 e que a única boa notícia é que o "Chega passou a liderar as intenções de voto dos portugueses".

Ventura falou ainda sobre o IVA dos combustíveis, questionando o porquê de o Governo não ter feito o que o PSD aprovou, em julho, "descer o IVA dos combustíveis".

O líder do Chega referiu ainda o custo do cabaz alimentar, lembrando que o PSD aprovou o IVA zero para o cabaz alimentar, mas que aqui "chegados ao Orçamento do Estado, rasgam esse acordo". 

Hoje às 10h37

Luís Montenegro fala nas previsões do défice por parte da oposição e volta a atacar o PS

Retomada a palavra por parte de Luís Montenegro, o primeiro-ministro aborda a "curiosidade que o País político e mediático com que encaram o exercício de previsão" sobre o défice. "Todos têm direito de fazer as suas previsões e a sua leitura sobre o efeito possível de determinadas decisões", refere o primeiro-ministro, fazendo alusão aos comentários nos media. 

"Aqueles que agora se preocupam com isso são os responsáveis pelo maior roubo na despesa pública nos últimos anos", aponta Montenegro, voltando a acusar o PS, referindo "constrangimentos criados no atendimento aos cidadãos". 

Admitindo que "o País tem muitos problemas para resolver", Montenegro frisa o "acréscimo de 15% de rendimento líquido dos trabalhadores e dois anos e meio sem aumentar nenhum imposto, com saldo orçamental positivo durante três anos consecutivos". "Vamos terminar o ano com um crescimento económico". 

"É nos momentos de maioria acalmia que construímos a resistência", refere. 

Hoje às 10h25

Hugo Soares fala numa "mudança de paradigma" com proposta do OE e volta a deixar críticas ao PS

Tomada a palavra, Hugo Soares traz para o debate Mário Centeno, falando em "premunições sempre erradas e adulteradas, de propósito", por parte do ex-ministro das Finanças. O líder parlamentar do PSD fala numa "verdadeira transformação e mudança de paradigma", acusando o antigo Governo do PS, liderado por António Costa, de não ter conseguido não aumentar os impostos. 

"Para o PS e para o Chega, tudo o que são recursos do Estado deviam estar sinalizados para baixar os combustíveis", aponta Hugo Soares, que aponta a "justiça social" na estratégia económica do executivo e no apoio das famílias. 

Sobre a habitação, o líder parlamentar do PSD fala no novo regime de arrendamento urbano, acusando o PS de "demagogia" nas declarações que tem prestado. Também sobre o SNS, Hugo Soares admite que o executivo "não tem tudo resolvido", mas volta a acusar o PS, desta vez com uma "política de portas escancaradas" que considera terem afetado os serviços da saúde, assim como da educação e acesso à habitação. 

"Para a oposição está tudo mal", aponta. "Enquanto o Chega escolhe fazer política para os TikTok's e o PS para as sondagens, nesta bancada vamos continuar a fazer política para resolver medidas concretas", remata. 

Hoje às 10h14

Paulo Raimundo: "O senhor primeiro-ministro é um verdadeiro bailarino"

Questionado pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, sobre a proposta apresentada para o OE para 207, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, aborda a "política de valorização do rendimento", falando ainda nas medidas propostas pelo Governo para as mexidas do IRS, a descida do IRC.

"Tomámos posse pela primeira vez, faz hoje 920, 920 dias sem um único aumento de um imposto". Sobre o aumento do custo de vida e dos preços dos combustíveis, Luís Montenegro apontou que se encontra em apreciação "uma contribuição sobre os lucros extraordinários nos setores da energia e dos combustíveis". 

"O senhor primeiro-ministro é um verdadeiro bailarino, a dançar a dois e a três", acusa Paulo Raimundo, falando na relação do executivo com o Chega e PS. 

"Quanto mais avançar a sua política, maior será a luta em várias cidades do País", finaliza Paulo Raimundo. 

Hoje às 10h07

Começa o debate

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