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Correio da Manhã

Sociedade
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Câmara de Oeiras vai "averiguar factos" na base das queixas sobre "fraude" contra Capital do Natal em Algés

Abaixo-assinado que pede que o parque seja encerrado já foi assinado por mais de 2.280 pessoas.
Lusa 2 de Dezembro de 2019 às 21:45
Passeio Marítimo de Algés acolhe parque temático de natal com neve
Desilusão ou fraude: capital do Natal em Algés deixa visitantes revoltados
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Desilusão ou fraude: capital do Natal em Algés deixa visitantes revoltados
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A Câmara de Oeiras comprometeu-se esta segunda-feira a "proceder à averiguação dos factos" que estão a levar centenas de turistas espanhóis a reclamar contra um parque de Natal, que abriu portas este fim de semana em Algés.

"Tendo tomado conhecimento de reclamações de visitantes da Capital do Natal, evento privado e apoiado por diversas entidades, a Câmara Municipal de Oeiras já está a proceder à averiguação dos factos", lê-se num comunicado hoje divulgado pela autarquia.

A Capital do Natal foi apresentada como um "sítio mágico" que dá a oportunidade de se "brincar com neve real", "patinar na maior pista de gelo" e ver espetáculos de luzes num grande lago no centro do recinto, entre outros.

O Christmas Fun Park da Europa está a ser comercializado também em Espanha, e este fim de semana foram vários os espanhóis que se deslocaram ao parque nos arredores de Lisboa.

Contudo, centenas deles estão hoje a tecer grandes críticas à Capital do Natal, a exigir o dinheiro de volta e o encerramento do parque, alegando que a imagem que lhes foi vendida não corresponde à realidade, e que "nem neve havia".

"Fraude Capital do Natal" foi o nome escolhido para a página de Facebook criada no domingo "para pessoas que foram enganadas pela Capital do Natal, tanto aqueles que perderam seu tempo e dinheiro como aqueles que já adquiriram ingressos e não podem recuperar seu dinheiro" e que já tem 1.934 membros, lê-se na descrição da página.

O mesmo nome foi dado a um abaixo-assinado onde se pede que o parque seja encerrado e que já foi assinado por mais de 2.280 pessoas.

Afirmando que o parque é "uma farsa para todos que compraram um ingresso para passar o dia", os promotores do abaixo-assinado dizem ainda que a organização da Capital do Natal "ignora as reclamações daqueles que pagaram por algo que foi prometido e não foi cumprido" e continuam a "vender bilhetes para enganar mais turistas e pessoas no seu país".

Por isso, pedem "assinaturas para tentar fechar o parque", para não "enganarem mais pessoas".

Segundo o jornal espanhol "Hoy", a União de Consumidores da Estremadura (UCE) já recebeu mais de uma centena de reclamações de publicidade enganosa, porque as "instalações não correspondem à realidade".

Do lado dos portugueses, também foram escritas várias críticas na página oficial de Facebook da Capital do Natal, mas ainda ninguém apresentou queixa na DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

"Neste momento, não temos registo de qualquer reclamação", disse fonte da DECO à Lusa, pelas 20h15.

Na página oficial de Facebook da Capital do Natal podem ler-se comentários como "Antes de mais muitos parabéns pelo marketing que envolve o evento, parabéns pela comunicação que engana qualquer um. Gostaria de saber onde posso reclamar sobre este evento" ou "Podiam ter publicado as fotos do dia de ontem, dos caminhos totalmente enlameados onde os pés das pessoas se afundam em lama... das impossíveis filas, dos quiosques fechados, dos farelos sujos da 'pseudo-neve' que lá enfiaram, das crianças à procura de um Pai Natal que não foi chamado à festa".

O parte em questão vai decorrer até 12 de janeiro, e os bilhetes têm um custo de 25 euros para crianças dos 3 aos 12 anos e pessoas com mais de 65 anos, e de 30 euros para adultos.

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar a organização da Capital do Natal para obter esclarecimentos.

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