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Caos na correção dos exames nacionais do ensino secundário

Quatro dias após o início do novo processo de classificação digital, milhares de professores continuam à espera das provas para corrigir. Está em risco a afixação de notas a 14 de julho e a 2ª fase de exames.

27 de junho de 2026 às 01:30

O caos está instalado na estreia da classificação digital dos exames nacionais. O movimento Missão Escola pública garantiu que, na sexta-feira, às 12h30, nenhum professor tinha recebido “qualquer item, que tenha sido digitalizado, para classificação”, pelo que “na prática, continua por iniciar a classificação de todos os exames”. O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) admitiu na quinta-feira o “atraso” no processo, devido a “dificuldades técnicas” que estavam a ser “solucionadas”, mas esta sexta-feira não respondeu às questões do CM. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) também não respondeu, remetendo para o EduQA.

Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, disse ao CM que contactou na sexta-feira diretores “desde a Guarda até Faro, passando por Matosinhos, que não receberam nada”. “Só um diretor me disse que já tinha recebido itens para corrigir. Não sou pessimista mas começo a temer que o dia 14 de julho para afixação de pautas possa não ser cumprido”, disse.

No Agrupamento de Santa Maria dos Olivais, em Lisboa, foram recebidas por email credenciais com os códigos para os professores aceder às respostas dos exames de Português e Economia, que estão a ser digitalizadas na Casa da Moeda, mas quando os professores tentavam aceder não havia nenhum conteúdo disponível. “Com o tempo a passar e os prazos a esgotarem-se isto é uma bola de neve e vamos ver até onde cresce”, disse ao CM Alberto Veronesi, diretor deste agrupamento. Entretanto, o relatório da Inspeção-Geral da Educação e Ciência sobre a imagem no exame de Português que constava num livro de exercícios, revela que esta foi escolhida em fase adiantada da elaboração do exames, porque a inicial não era adequada a alunos com daltonismo, e não foi feita a devida verificação. O EduQA garante que vai reforçar os procedimentos de verificação.

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