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Casa da Moeda fecha acordo salarial com sindicatos e garante aumentos em 2026

No final de abril, os trabalhares da Casa da Moeda levantam a cabo uma greve parcial, exigindo aumentos salariais.

13 de julho de 2026 às 13:30

A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) e os sindicatos dos trabalhadores chegaram a acordo para a revisão da tabela salarial e das atualizações remuneratórias para 2026, garantindo aumentos salariais para todos os trabalhadores, anunciou hoje a empresa.

"Ficou garantida a aplicação de aumentos salariais a todos os trabalhadores, com efeitos a 01 de janeiro", lê-se na informação disponibilizada, que não refere os valores do acordo.

O entendimento foi formalizado pouco mais de um mês após a entrada em funções do novo Conselho de Administração da INCM, presidido por Nuno Sampaio, que assumiu o cargo em 01 de junho para o triénio 2026-2028, substituindo a anterior gestão liderada por Dora Moita.

Segundo a empresa, o impasse negocial existente sobre a revisão da tabela salarial e das atualizações remuneratórias foi considerado "prioritário" pela nova equipa de gestão, que destacou a importância de reconhecer o contributo dos trabalhadores para a "boa situação da instituição".

O presidente do Conselho de Administração afirmou ainda que o entendimento alcançado é relevante para "consolidar a sustentabilidade económica da empresa", promovendo simultaneamente a inovação, a transformação digital dos processos, o reforço da presença internacional da INCM e a valorização da língua e da cultura portuguesas.

A nova administração da INCM integra ainda Cristiana Ferreira e Afonso Reis Cabral.

No documento, tanto a administração como os sindicatos manifestam disponibilidade para manter um "diálogo aberto e permanente", defendendo que os desafios da empresa exigem soluções construídas com responsabilidade, respeito mútuo e sentido de futuro.

A INCM reafirmou também o compromisso com os trabalhadores e com a sua missão de serviço aos cidadãos, às empresas e ao país.

No final de abril, os trabalhares da Casa da Moeda levantam a cabo uma greve parcial, exigindo aumentos salariais.

Em causa estava um aumento de 57 euros proposto pela empresa, valor autorizado pelo Governo para as empresas públicas.

Os trabalhadores apresentaram uma contraproposta pedindo um aumento de 70 euros e uma subida de 50 cêntimos no subsídio de alimentação.

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