Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
Cerca de 60% das infraestruturas do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana foram afetadas pelo mau tempo, mas estão operacionais, disse hoje fonte da GNR, que ressalvou que esta situação está em fase de verificação.
Numa informação enviada à agência Lusa, a mesma fonte adiantou que a depressão Kristin "provocou diversos danos materiais e constrangimentos significativos na circulação rodoviária", mas o Comando Territorial de Leiria "tem mantido um empenhamento permanente na resposta à situação em estreita articulação com as autoridades de Proteção Civil".
"No âmbito desta atuação, os militares da GNR têm prestado apoio direto às entidades de Proteção Civil, nomeadamente através da desobstrução e limpeza de vias, assegurando condições mínimas de segurança e fluidez do trânsito nas zonas mais afetadas", salientou.
Ao mesmo tempo, "têm sido desenvolvidas ações de desimpedimento de rodovias e outros acessos, permitindo o restabelecimento do acesso dos cidadãos às suas habitações e propriedades privadas, em situações condicionadas por quedas de árvores, detritos ou outros obstáculos", referiu.
"Na sequência de inúmeros contactos efetuados por familiares preocupados com a situação de pessoas potencialmente isoladas ou residentes em locais de difícil acesso, os militares da GNR têm-se deslocado ao terreno para confirmar o estado de segurança e bem-estar desses cidadãos, assegurando o devido acompanhamento das situações sinalizadas".
À população, o Comando Territorial de Leiria, cuja área de intervenção corresponde ao distrito de Leiria, pede a "adoção de comportamentos preventivos face às atuais condições meteorológicas e aos riscos associados, nomeadamente no que respeita à circulação rodoviária, ao risco elétrico, à segurança das propriedades e ao cumprimento rigoroso das orientações transmitidas pelas forças de segurança e autoridades de Proteção Civil".
"A GNR mantém-se no terreno, acompanhando de forma permanente a evolução da situação, apelando à colaboração de todos para minimizar riscos e garantir a segurança de pessoas e bens".
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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