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Correio da Manhã

Sociedade
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Cerca de 80 pessoas a trabalhar há 48 horas seguidas em rede de apoio a grupos de risco devido ao coronavírus

"SOS Vizinho" é "absolutamente revolucionário" e tem como objetivo levar bens de primeira necessidade a grupos de risco para evitar terem de sair de casa.
Lusa 16 de Março de 2020 às 18:41
Coronavírus
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Cerca de 80 pessoas estão a trabalhar voluntariamente há mais de 48 horas, "sem dormir", numa rede de apoio a grupos de risco que se encontram em isolamento social a nível nacional, disse hoje o responsável pelo projeto.

Em declarações à agência Lusa, Henrique Paranhos explicou que o "SOS Vizinho" é "absolutamente revolucionário" e tem como objetivo levar bens de primeira necessidade a grupos de risco para evitar terem de sair de casa.

"Em 48 horas, montámos uma plataforma que tem como objetivo levar produtos e bens de primeira necessidade a grupos de risco para evitar que estes tenham de sair de casa", referiu.

Através do sítio oficial na Internet (https://sosvizinho.pt/), está a ser criada uma base de dados com voluntários que possam fazer as compras dos artigos para as pessoas mais vulneráveis à pandemia de Covid-19.

De acordo com Henrique Paranhos, o "SOS" vizinho nasceu nas redes sociais, na sexta-feira, e já conta com as parcerias da Santa Casa da Misericórdia, do Projeto Radar, da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES), estando coordenado com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

"Tornou-se agora num movimento a nível nacional, com uma equipa de 80 pessoas, divididas pelos mais diversos departamentos, que estão a dar o seu contributo há 48 horas sem dormir", afirmou, referindo que a plataforma está disponível desde domingo à noite.

O mentor do projeto "SOS Vizinho" revelou que esperam lançar uma linha de apoio para as pessoas pedirem bens de primeira necessidade e possibilitar pedidos de ajuda aos grupos de risco através da Internet.

"Esperamos lançar nas próximas horas uma linha de apoio do género SNS24, mas só para pedir bens de primeira necessidade e bens de urgência", adiantou Henrique Paranhos, acrescentando que as empresas de telecomunicações têm colaborado com a iniciativa.

O projeto de âmbito nacional irá alocar voluntários para tarefas por proximidade, no sentido de os colocar mais próximos de quem mais precisa.

"Consoante os pedidos de ajuda que nos forem chegando. Vamos alocar voluntários para as tarefas por proximidade idealmente", disse, referindo que "tem de haver uma triagem muito séria do que é considerado grupo de risco e se todos os pedidos fazem sentido", bem como de quem quer fazer voluntariado.

Para o responsável, o "SOS Vizinho" não pode ser mais um veículo de propagação e o contacto com o voluntário e o beneficiário tem de ser bem pensado para não haver risco de contágio.  

Em coordenação permanente com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o projeto 'online' já contabiliza cerca de 500 inscrições para voluntariado.

"Isto vai escalar rapidamente aos milhares de voluntários", assegurou.

De acordo com o mentor do "SOS Vizinho", este era um projeto necessário num "momento excecional de incerteza".

Portugal registou a primeira morte de uma pessoa infetada com o novo coronavírus, anunciou hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

Trata-se de um homem de 80 anos, que tinha "várias patologias associadas" e estava internado há vários dias, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse a ministra, que transmitiu as condolências à família e amigos.

Em Portugal, 331 pessoas foram infetadas até hoje com o vírus da pandemia Covid-19, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde.

 

JML // MLS

Lusa/Fim

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