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Sindicalistas admitem que a adesão na região à greve geral contra o pacote laboral possa ser semelhante à paralisação de 11 de dezembro.
A CGTP-IN/Açores admitiu esta segunda-feira que a adesão na região à greve geral contra o pacote laboral possa ser semelhante à paralisação de 11 de dezembro e vaticina que os serviços públicos essenciais "vão ser seriamente afetados".
"Nós esperamos uma adesão semelhante àquilo que foi a greve do dia 11 de dezembro" do ano passado, disse esta segunda-feira em conferência de imprensa o coordenador regional da CGTP-IN nos Açores, Rui Teixeira.
Segundo o sindicalista, na greve geral de dezembro "a rejeição foi generalizada" e os efeitos "sentiram-se por toda a região, de forma diferenciada, em alguns setores mais, noutros setores menos, mas foram sentidos em toda a região e tanto no [setor] público como no privado".
Na paralisação de quarta-feira, Rui Teixeira vaticina que "os serviços públicos essenciais vão ser seriamente afetados" nos Açores.
"Os transportes aéreos, previsivelmente, também serão afetados e alguma indústria sentirá também os seus efeitos, nomeadamente na laboração ou encerrando de todo unidades ou pô-las a trabalhar em menor ritmo", afirmou.
O coordenador regional da CGTP-IN nos Açores referiu que a greve geral "será um passo decisivo" para derrotar o pacote laboral "por completo".
A estrutura sindical açoriana considera que, ao contrário da ideia que o Governo da República "se esforçou por passar, o pacote laboral entregue na Assembleia da República contém tudo quanto de negativo apresentou em julho de 2025".
"O pacote laboral é tudo menos moderno. Tem a marca dos direitos do século XIX, inspirado em quem acha que um trabalhador bom é um trabalhador sem direitos. Não há nada de moderno na liberdade para despedir sem justa causa, não há nada de flexível em impor horários de trabalho que roubem tempo à família, não há nada de positivo na instabilidade no emprego, não há nada de justo na precariedade toda a vida", vincou.
Rui Teixeira também lamentou o "silêncio do Governo Regional [PSD/CDS-PP/PPM] e a sua recusa reiterada em reunir com a CGTP-IN/Açores desde outubro" do ano passado, considerando que, "entre o Governo da República e o interesse dos trabalhadores nos Açores, prefere o primeiro, desconsiderando, incompreensivelmente, quem trabalha nos Açores".
"Entre o interesse dos grandes patrões e o da região, prefere o primeiro. Entre a possibilidade de agravar a exploração e os baixos salários ou combater os desequilíbrios, prefere o primeiro. Inaceitável", disse.
A CGTP-IN/Açores vai promover no dia da greve geral concentrações nas cidades da Horta -- Faial (10:30 locais, 11:30 em Lisboa, no Largo Duque de Ávila e Bolama) em Angra do Heroísmo - Terceira (10:30 locais, na Praça Velha) e em Ponta Delgada -- São Miguel (10:00 locais, junto à Direção Regional do Emprego, na Rua Dr. José Bruno Tavares Carreiro).
A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.
Vários sindicatos de diversos setores anunciaram a sua adesão à greve, nomeadamente os ligados à função pública, com destaque para a saúde e a educação, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.
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