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Cheia no Sado em Alcácer do Sal com 100 operacionais e cortes de energia preventivos

Caudal continua muito elevado apesar da descida do nível do rio.

06 de fevereiro de 2026 às 10:08

A enchente do rio Sado junto a Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, conta com cerca de 100 operacionais no terreno, entre bombeiros, GNR e funcionários municipais, além de cortes de energia elétrica pontuais para prevenir danos.

"O rio já está a descer, mas ainda continua com um caudal muito elevado. Totalizámos, no final do dia de ontem [quinta-feira], 179 pessoas resgatadas", disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Segundo a mesma fonte, encontram-se no local cinco embarcações para ajudar à mobilidade nas zonas alagadas e cerca de 30 viaturas.

O responsável da Proteção Civil explicou que têm sido feitos cortes preventivos no fornecimento da energia elétrica para acautelar danos maiores em estabelecimentos e habitações, além de garantir a segurança dos agentes que circulam por entre a cheia.

"Os cortes na eletricidade vão acontecendo por causa do nível das aguas e consoante o mesmo, mas, depois, é logo feita a reposição, faseada", afirmou.

Na quinta-feira, Tiago Bugio alertou para o agravamento da situação em Alcácer do Sal dada a previsão de mais chuva com nova tempestade, esta nomeada Marta, no sábado.

"Há um novo fluxo de precipitação, também muito intenso e acompanhado de ventos fortes", especificou, acrescentando que este novo fenómeno meteorológico traz "preocupações acrescidas".

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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