Rafaela morreu após uma cirurgia aos ouvidos e nariz.
"Estamos revoltados, mas confiantes em que agora vai ser feita justiça". A esperança renasceu para Fernanda Nunes e José Ferreira, o casal de Nevogilde, Lousada, que em novembro de 2013 viu a filha Rafaela, de quatro anos, morrer após uma cirurgia aos ouvidos e nariz. O Ministério Público está a averiguar as causas da morte da menina, depois de o relatório da Entidade Reguladora de Saúde (ERS) ter revelado falhas nos procedimentos médicos e no funcionamento do Hospital Padre Américo, em Penafiel.
Fernanda e José estão há quase dois anos a tentar encontrar responsáveis pela morte da filha e interpuseram uma ação judicial contra o hospital e os médicos e enfermeiros envolvidos. "Pela minha menina vou até às últimas consequências", garante a mãe da pequena Rafaela. "Não queremos dinheiro nem que os médicos passem por aquilo que eu passei, ou seja, perder um filho. Só queremos que paguem pela morte da minha menina e sejam impedidos de exercer medicina", desabafam os pais.
A pequena Rafaela morreu a 18 de novembro de 2013, no Hospital de S. João, Porto, onde entrou dias antes, depois de ter sido operada em Penafiel. "Morreu porque no hospital os médicos e enfermeiras não quiseram saber da minha filha", diz a mãe, referindo-se ao tratamento que a filha teve no pós-operatório, em Penafiel, acusando a unidade de negligência.
O inquérito interno foi arquivado "por não haver fundamento para se proceder à abertura de processo disciplinar", revela o hospital. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde também arquivou o inquérito, a 5 de maio deste ano, "por manifesta insuficiência de matéria de facto apurada".
Decorre um inquérito no Ministério Público.
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