Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
6

Criança privada de assistência por ausência de médicos

Uma criança de sete anos ficou impossibilitada de receber tratamento hospitalar no Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta (CSFEC), devido à ausência de médicos naquela unidade de saúde na terça-feira de manhã.

14 de Dezembro de 2011 às 16:25
criança, médicos, saúde, assistência
criança, médicos, saúde, assistência FOTO: Dynamic Graphics

"Após ter sido avisado que a minha filha estava com fortes dores abdominais, dirigi-me à unidade de saúde e informaram-me que não havia médicos de serviço, já que um se encontrava em formação e o outro estava no tribunal a prestar declarações médico-legais", disse hoje à Lusa João Paulo Castanho, o pai da criança.

O responsável pelo Agrupamento dos Centros de Saúde do Nordeste (ACES), Vítor Alves reconheceu que houve uma ausência de médicos, garantindo que se tratou de "um caso isolado".

"Já se sabia que um dos médicos iria estar ausente. No entanto, de véspera, o Tribunal de Torre de Moncorvo notificou o outro médico para se apresentar para participar numa formalidade médico/legal", justificou o responsável pelo ACES-Nordeste.

O CSFEC tem apenas dois médicos que prestam serviço na unidade, após a reestruturação dos centros de saúde do distrito de Bragança.

O pai da criança, contudo, fala num "bizarro acto de gestão".

"Um concelho envelhecido, distante dos Hospitais de Bragança e Mirandela, localizado a uma distância de tempo de 50 minutos de Mogadouro, fica literalmente ao abandono no que concerne ao direito mais elementar e imprescindível: saúde. E o assunto não foi devidamente acautelado", frisou o utente.

Perante a situação, o progenitor viu-se "forçado" a deslocar-se em viatura própria ao Serviço de Urgência Básica (SUB) de Mogadouro, onde a criança foi assistida e tendo-lhe sido diagnosticado um "pasmo na bexiga".

"O CSFEC ficou privado de médicos durante mais de cinco horas", entre o período da manhã e o meio da tarde do passado dia 13 de Dezembro, uma situação que a meu ver é intolerável, perante tal situação de urgência e dor", acrescentou.

Vítor Alves, por outro lado, recorda que perante esta situação ainda se tentou de véspera escalar outro médico que colaborara com o ACES - Nordeste para assegurar o serviço durante o período de ausência, mas também não foi de todo impossível, já que aquele "se encontrava doente".

"No intervalo de tempo em que o médico esteve ausente, o serviço ficou assegurado pelo pessoal de enfermagem e os casos mais graves seriam encaminhados para a SUB de Mogadouro", concluiu Vítor Alves.

criança médicos saúde assistência
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)