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Crise afeta hemofílicos

Hospitais de S. José e D. Estefânia, em Lisboa, controlam medicação. Ministério desconhece

17 de abril de 2013 às 01:00

Os hospitais estão a limitar o acesso dos medicamentos aos doentes com hemofilia e, em alguns casos, a alterar a dosagem. De acordo com a Associação Portuguesa de Hemofilia e de Outras Coagulopatias Congénitas (APH), a situação, que se arrasta desde o final de 2012, terá origem em restrições económicas. O Ministério da Saúde não tem conhecimento.

"Por razões orçamentais, a medicação está a escassear nos hospitais, um pouco por todo o lado. Os hemofílicos chegam aos hospitais e não há o fármaco [que substitui o fator em falta no organismo], ou então têm de telefonar dias antes para saber quando é que o podem receber ", garantiu Miguel Crato, da APH.

É o caso de Ricardo Pais, engenheiro informático de 27 anos e hemofílico desde os 8 meses. "Já não consigo fazer os três tratamentos por semana, faço um ou dois, para poder poupá-los", revelou.

Ao CM, o Centro Hospitalar de Lisboa Central, do qual fazem parte os hospitais de S. José e o D. Estefânia, duas das unidades onde o controlo da medicação é evidente, disse "garantir o fornecimento do medicamento a todos os doentes", ressalvando, porém, que "tem de obedecer a procedimentos legais que não podem ser evitados".

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