Coberturas de dois pavilhões foram algumas das principais estruturas afetadas pelo mau tempo no concelho.
As coberturas de dois pavilhões da escola Doutor Daniel de Matos, em Vila Nova de Poiares, foram algumas das principais estruturas afetadas pelo mau tempo no concelho, impactando oito salas de aula e levando turmas a dividirem salas.
"O principal prejuízo" do mau tempo registado nos últimos dias foram os danos na cobertura de dois pavilhões da escola sede, que impactaram "oito salas de aula", disse esta sexta-feira o presidente da Câmara Municipal, Nuno Neves.
Em declarações à agência Lusa, o autarca referiu que, sem as coberturas, "chove dentro das salas", um problema que o município tentou colmatar colocando mais de uma turma por sala.
Trata-se de uma solução temporária para garantir que todos continuem a ter aulas.
A prioridade da Câmara de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, é a recuperação destas estruturas da escola Doutor Daniel Matos, afirmou Nuno Neves, aludindo ainda ao facto de, "face aos vizinhos", o concelho não é o mais afetado.
"Tivemos alguns prejuízos, bastantes até, mas face aos demais, nem me posso queixar muito", vincou.
Os trabalhadores continuam a tentar reparar o estrago, que incide sobre "uma área muito extensa", mas as condições climatéricas "não têm sido as melhores para (...) andarem em cima dos telhados".
A autarquia está em contacto com os empreiteiros para fazer o orçamento da obra e a participação ao seguro, disse Nuno Neves, apontando ainda a queda de "muitas árvores", postes partidos e danos em estruturas municipais como alguns dos problemas registados no concelho.
Questionado sobre o valor dos prejuízos sentidos ao longo dos últimos dias, Nuno Neves afirmou que a autarquia ainda não possui um balanço relativamente a esta temática.
De acordo com a autarquia, devido às condições meteorológicas adversas previstas, "e por se considerar não estarem reunidas as condições de segurança necessárias", será cancelado o programa de atividades de Carnaval, que estava agendado para os dias 13 e 15 de fevereiro.
Numa publicação nas redes sociais, o município afirmou que "esta não é uma decisão fácil, mas é tomada com o maior sentido de responsabilidade, colocando sempre em primeiro lugar a segurança de todos".
Ainda assim, no que diz respeito às crianças, para não deixar de assinalar a data, o Agrupamento de Escolas irá promover uma atividade restrita, a decorrer apenas dentro dos estabelecimentos escolares.
Como adiantou o autarca à Lusa, a ponte de Louredo, sobre o rio Mondego, foi reaberta ao trânsito nos dois sentidos, após o previsível aumento do caudal do rio ter levado ao corte da circulação.
O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil está ativo desde o dia 28 de janeiro.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos (incluindo Vila Nova de Poiares), que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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