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Demolições poupam casas ocupadas

Autarca de Olhão diz ter garantia de que casas ocupadas só vêm abaixo após realojamento.

21 de janeiro de 2015 às 15:52

O ministro do Ambiente garantiu que só haverá demolições de casas de primeira habitação quando existirem soluções de realojamento". As palavras são de António Pina, presidente da Câmara de Olhão, no dia em que foram demolidas construções no ilhote das Ratas, naquele concelho algarvio.

Em declarações ao Correio da Manhã, o autarca disse ainda que "a câmara está atenta" à promessa de Jorge Moreira da Silva, acrescentando que "o realojamento é da responsabilidade da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa" - que coordena as demolições (ver infografia). "Se o que ficou prometido não for cumprido, estamos prontos para intervir", referiu ainda António Pina.

Ontem, as máquinas demoliram a maioria das construções no ilhote das Ratas, mas deixaram de pé as casas ainda ocupadas por 16 pessoas, que se recusam a sair da estreita língua de areia em frente a Olhão. "Só me tiram da casa algemado e para a prisão", garantiu Isidoro Martins, um dos residentes, que está no ilhote "há mais de 10 anos".

Além deste mariscador, vivem no local uma mulher, Carla José, que sempre habitou no ilhote, duas famílias de imigrantes romenos, que incluem três crianças de 1, 7 e 14 anos, e ainda outros mariscadores. Todos esperam por uma solução de realojamento e temem que, apesar da promessa, as casas venham a ser demolidas nos próximos dias.

Ainda ontem, a Câmara de Olhão emitiu um comunicado em que contesta a legalidade da Polis pois "só teria duração até 31 de dezembro de 2014".

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