Montenegro indicou que os táxis e as associações humanitárias de bombeiros vão poder "usufruir deste desconto adicional".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, esclareceu esta quarta-feira que o desconto que anunciou para o gasóleo profissional inclui bombeiros e táxis e recusou uma suspensão da taxa de carbono, depois de desafiado pelo Chega para avançar com essa medida.
Depois de anunciar, na sua intervenção inicial no debate quinzenal que decorre no parlamento, um mecanismo de desconto no gasóleo profissional para os próximos três meses face ao impacto da guerra no Médio Oriente, Montenegro foi questionado pelo líder do Chega se o Governo estaria disponível para "dar acesso ao gasóleo profissional a setores que neste momento estão a asfixiar, como o táxi, os bombeiros e indústrias".
O primeiro-ministro indicou que os táxis e as associações humanitárias de bombeiros vão poder "usufruir deste desconto adicional".
Luís Montenegro referiu também que este "é um desconto adicional face ao outro desconto que está em funcionamento para todos os consumidores em sede de ISP, e que neste momento ronda os seis cêntimos".
André Ventura perguntou também ao primeiro-ministro se estaria disponível para suspender a taxa de carbono, cenário que Montenegro afastou para já.
"Não vamos suspender neste momento, não há justificação para suspender neste momento. Aquilo que se justifica é fazermos a devolução integral do acréscimo de receita de IVA que decorre do aumento do preço dos produtos petrolíferos, é isso que nós estamos a fazer. Mediante a evolução que houver no preço, no mercado e também no funcionamento das cadeias de abastecimento dos vários bens, nós podemos vir a tomar medidas adicionais", indicou.
"Eu não estou a dizer-lhe que isso não possa acontecer, pode vir a acontecer. Não vamos antecipar uma crise se ela, entretanto, tiver uma evolução positiva ou favorável do ponto de vista económico", acrescentou, pedindo responsabilidade à oposição.
André Ventura disse que "Portugal é o décimo primeiro país da Europa onde o gasóleo mais aumentou" e o "décimo terceiro onde a gasolina mais aumentou" e considerou que o Estado está "a lucrar" com os efeitos da guerra.
"Enquanto isso perdurar, o mecanismo que está em funcionamento é a devolução de todo o excesso de IVA que resulta desse aumento. Portanto, é inaplicável a acusação de que o Governo está a ganhar ou a arrecadar mais receita fiscal em função do aumento", salientou o primeiro-ministro.
Na sua intervenção, o presidente do Chega perguntou também ao primeiro-ministro se o Governo está disponível para suspender o IVA do cabaz alimentar, mas não obteve resposta direta.
O primeiro-ministro referiu também que os dados que Ventura indicou no debate não eram os mesmos que tinha publicado nas suas redes sociais e afirmou que o líder do Chega quis fazer um pedido de "desculpas encapotado pelas mentiras que continua a espalhar".
Montenegro considerou que esta é a resposta que "consegue acudir a todas as repercussões de aumentos de preços" dos últimos dias e indicou que o Governo está disponível "para poder continuar a acompanhar a situação e, com equilíbrio, com ponderação, poder calibrar as medidas que forem necessárias para que, do ponto de vista social e económico, o país enfrente mais esta adversidade".
No debate, o deputado do Chega questionou também o primeiro-ministro sobre as urgências encerradas no país e acusou o Governo de fazer o contrário do que prometeu: "Disse-nos que ia melhorar a saúde, está a torná-la cada vez mais difícil e menos acessível para as pessoas".
Na resposta, o primeiro-ministro afirmou que o "problema da resposta de urgência em obstetrícia na região de Lisboa e da Península de Setúbal não tem neste momento solução por parte do reforço de recursos humanos" e sustentou que "a centralização da urgência é defendida por todos os técnicos que estudaram esta matéria".
Já sem o primeiro-ministro ter tempo para responder, André Ventura voltou a criticar a reforma do ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, considerou que é "verdadeiramente imoral e é verdadeiramente chocante", além de "uma vergonha" para "todos os reformados do país".
E defendeu que "o dinheiro do Banco de Portugal pode ser de um fundo autónomo, mas é dinheiro público, é dinheiro de tutela pública e é dinheiro para investimento público, não é dinheiro para andar a fazer acordos atrás das costas, nem é dinheiro para andar a fazer acordos escondidos".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.