Ministro da Saúde quer acelerar processo de instituição do boletim de vacinas electrónico.
A vacina contra o sarampo pode ser administrada a crianças a partir dos seis meses de idade e até aos 12 meses, mas exclusivamente mediante prescrição médica, devendo os médicos avaliar cada situação, avisa a Direção-geral da Saúde (DGS).
A vacina contra o sarampo é gratuita, está no Programa Nacional de Vacinação e é administrada a crianças com 12 meses (primeira dose) e com cinco anos (segunda dose).
Para crianças a partir dos seis meses e antes dos 12 meses, a vacina pode ser administrada mas só mediante prescrição médica em suporte papel. O mesmo acontece para a segunda dose da vacina quando dada antes dos cinco anos.
Segundo uma nova orientação hoje emitida pela DGS, esta situação de vacinas administradas antes do tempo previsto no PNV mediante prescrição já estava prevista, para situações especiais, no próprio programa.
A DGS recomenda que a prescrição destas vacinas deve ser "devidamente ponderada" pelo médico, "tendo em consideração a situação clínica e epidemiológica em cada momento e em particular em situações de pós-exposição".
A autoridade de saúde recorda ainda que a vacina administrada antes dos 12 meses não é considerada válida em termos de calendário vacinal. Assim, as crianças menores de 12 meses a quem tenha sido administrada a vacina devem ser revacinadas quando fizerem os 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de quatro semanas entre doses.
A DGS indica ainda que a vacina deve estar acessível em todos os pontos de vacinação no país e deve ser administrada sem bloqueios administrativos e sem qualquer pagamento por parte do utente conforme o que está definido no PNV.
Portugal regista atualmente um surto de sarampo que já infetou pelo menos 21 pessoas, tendo levado à morte de uma jovem de 17 anos, que não se encontrava vacinada.
A melhor medida de prevenção contra o sarampo é a vacinação, estando contemplada no Programa Nacional mas que não tem caráter obrigatório.
Em declarações ao CM, a ministra da Presidência, Maria Leitão Marques, considerou que o caso da morte da jovem de 17 anos, internada com sarampo, é "um caso dramático e triste". No entanto, quando quetionada se estava previsto alguma alteração na legislação ao plano nacional de vacinação, a ministra afirmou que o caso não deve levar a uma decisão "em cima da hora sem a reflexão necessária que deve ocorrer nestas matérias".
Maria Leitão Marques adiantou ainda que o ministro da Saúde vai acelerar o processo de instituição do boletim de vacinas eletrónico, que "permite um melhor e mais simples conhecimento por parte das escolas sobre se a criança está ou não vacinada" do que o atual suporte.
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