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DGS reforça deteção de casos de Ébola importados e considera risco muito baixo na Europa

No domingo, a OMS declarou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional após terem sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes.

18 de maio de 2026 às 22:30

Portugal reforçou as medidas de deteção precoce de casos de Ébola potencialmente importados, na sequência do surto na República Democrática do Congo, com a Direção-Geral da Saúde a considerar muito baixo o risco de infeção na Europa.

No domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglês), após terem sido registados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), além de dois outros óbitos no vizinho Uganda.

"Perante declarações de PHEIC pela OMS, Portugal, como a maioria dos países não diretamente afetados, reforça a deteção precoce de casos potencialmente importados", adiantou a Direção-Geral da Saúde (DGS) em resposta à agência Lusa.

Segundo a autoridade de saúde, são atualizadas as medidas de preparação e resposta já existentes para potenciais casos importados, com base nas orientações DGS para o Ébola e em alinhamento com as recomendações do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), relativamente a viajantes e regressados dos países afetados.

Além disso, é reforçada a capacidade laboratorial para detetar casos de possíveis infeções, referiu ainda a DGS.

Adiantou também que os casos foram reportados em regiões a norte e leste da RDC - em Rwampara, Mongbwalu e Bunia -, cuja fronteira mais próxima é a do Uganda, a milhares de quilómetros de Angola, país que regista uma grande mobilidade de passageiros para Portugal.

"Para as pessoas que vivem na UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu], a probabilidade de infeção é considerada muito baixa, dada a muito baixa probabilidade de importação e transmissão secundária na Europa", realçou a DGS.

A DGS mantém em vigor uma orientação sobre o Ébola de 2019, altura em que também foi registado um surto da doença na República Democrática do Congo.

Depois de a OMS ter declarado o surto de ébola uma emergência de saúde pública de âmbito internacional, vários países africanos reforçaram os controlos sanitários e fecharam as suas fronteiras, como é o caso do Ruanda.

A República Democrática do Congo anunciou que vai abrir três centros de tratamento para o vírus ébola na província oriental de Ituri, na sequência do surto com uma variante para a qual não existem terapêuticas nem vacinas aprovadas, enquanto a OMS enviou especialistas e material para ajudar a combater a propagação da doença.

O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

Segundo a OMS, o vírus apresenta uma taxa de mortalidade entre 25% e 90%.

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