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Diogo Faro deportado do Irão "por ser comediante"

Comediante português esteve, após 24 horas de viagem, oito horas à espera "sem descansar, sem comer" e sem o passaporte.

02 de abril de 2019 às 16:19

O comediante português Diogo Faro foi esta terça-feira deportado do Irão. "A única explicação que encontro é o facto de ser comediante", disse à SÁBADO. "Eu disse que era comediante e começaram logo a fazer perguntas sobre ser conhecido em Portugal, de forma evasiva. Comecei a achar aquilo estúpido", contou. Diogo Faro - o Sensivelmente Idiota - estava a começar uma viagem de três semanas, já há vários meses planeada, para o Irão. "Do que vi do Irão, amei tudo. É lindo, de facto. Só que fartei-me rápido, já vou andando. Quer dizer, não foi bem assim. Para ser mais correcto, fui deportado por ser comediante - o que pelos vistos é uma profissão tão perigosa para o regime como jornalista ou militar (estas vêm com aviso nos guias)", escreveu no Instagram. Todas as pessoas que viajaram no mesmo voo, que aterrou em Teerão, foram autorizadas a entrar no país, garantiu Diogo Faro.O humorista revela ainda que após 24 horas de viagem, ficou mais oito horas à espera "sem descansar, sem comer" e sem o passaporte. "Começaram a demorar muito tempo com os processos, enquanto toda a gente entrava e eu não. Ainda falei com pessoas que já estiveram cá no Irão, contactos relevantes, tentaram ajudar-me mas não conseguiram fazer nada", contou à SÁBADO. Depois disso, foi informado que seria deportado para o Dubai. 

"Estou super feliz. No fundo, foi como ser barrado no Lux só que a perder ligeiramente mais dinheiro. Claro que não estou nada irritado, na foto estou só a coçar o nariz porque as ditaduras me fazem comichão. Mas também, no fundo, ando para aí a ser marxista cultural, a defender a igualdade de género e os direitos LGBTI, estava à espera de quê? Pus-me mais a jeito que uma mulher de mini-saia", ironizou nas redes sociais. 

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Do que vi do Irão (foto n2), amei tudo. É lindo, de facto. Só que fartei-me rápido, já vou andando. Quer dizer, não foi bem assim. Para ser mais correcto, fui deportado por ser comediante - o que pelos vistos é uma profissão tão perigosa para o regime como jornalista ou militar (estas vêm com aviso nos guias). Foi bonito. Depois de quase 24h de viagem em que mal dormi, fiquei mais 8 horas à espera sem descansar, sem comer e sem ter o meu passaporte comigo, para agora ser deportado. Estou super feliz. No fundo, foi como ser barrado no Lux só que a perder ligeiramente mais dinheiro. Claro que não estou nada irritado, na foto n1 estou só a coçar o nariz porque as ditaduras me fazem comichão. Mas também, no fundo, ando para aí a ser marxista cultural, a defender a igualdade de género e os direitos LGBTI, estava à espera de quê? Pus-me mais a jeito que uma mulher de mini-saia. Continuo com muita curiosidade sobre este país e este povo, mas agora vou ter de me acalmar uns anos antes de voltar a tentar. #sensivelmenteidiotanoirão #quase

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